Não pedi nada

Em duas situações, uma em Istambul e outra em Lisboa, me senti uma mendiga. Mesmo não tendo pedido nada. Entretanto, o coração das pessoas resolveu entender assim.
Em Istambul dou até razão pra quem nos deu um chá preto às 7 horas da manhã, na porta do aeroporto, depois de uma noite mal dormida no chão do lugar.
Em Lisboa fiz uma ação por boa fé: expliquei e levei um casal de turistas para o ponto desejado e ganhei um dinheirinho.

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O paradoxo do mentiroso e o sistema de saúde pública no Brasil e em Portugal

Título estranho, eu sei! Pensei nele após uma consulta que fiz em um hospital privado em Lisboa por um médico brasileiro.

O paradoxo do mentiroso, que não sei explicar as questões filosóficas e lógicas (para isto deixo para o meu primo doutor em Filosofia, Guilherme A. Cardoso), mas que de forma sintética sobre o paradoxo da frase “Todos os cretenses são mentirosos”, profanada por Epimênides, que é da Creta, em 600 a.C. Em uma das explicações poderia se entender que Epimênides também era mentiroso, uma vez que, também era cretense.

Em outro contexto, ouvi a seguinte frase do tal médico: “Sabe, os brasileiros são complicados. A classe média com um poder aquisitivo maior, não frequenta o sistema público porque vê como algo mau. E ainda não querem se aproximar dos mais pobres”.

Vamos analisar esta situação vivida no hospital e explicar algumas questões.

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Sentir de tudo

Este texto faz parte da introdução minha tese de doutorado “Convergência na educação: políticas, tecnologias digitais e relações pedagógicas”, recém defendida. Nos 4 anos dedicados ao doutorado os sentimentos são múltiplos, e, muitas vezes, temos a sensação de que não vamos conseguir. Se você está em algum processo de escrita seja de TCC, dissertação ou tese, este texto é pra você. É preciso saber: você não está sozinho e tudo vai dar certo.

Durante a minha banca um dos professores me questionou: “Você se queixou tanto nesta parte do texto o que faria diferente como conselho aos que também estão nesta fase?”

Sei que ele esperava outra resposta mais voltada às questões metodológicas.

Entretanto, só consegui responder: sofrer menos, controlar a ansiedade. Afinal só estaremos pronto para o processo quando o finalizamos.

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11 fatos sobre mim

Este blog parecia um campo selvagem em que o jardineiro esqueceu-se a aparar a relva.

Há quanto tempo não escrevia. Há quem se queixe.

Me admira que ainda sem postar há tanto tempo, continuo com algumas visualizações :).

Tenho pensando muito neste espaço e forma inclusive de ganhar dinheiro com ele, será possível? Sem dúvida mais disciplina se faz favor. Antes de mais, prometo retomar a atividade (sei que já fiz esta promessas outras vezes) e ao mesmo tempo ficar ainda mais atenta a estes canais de comunicação. Tentarei também fazer diferente, mais do que pensar em conteúdos sozinha, vou também estabelecer parcerias. E hoje começo uma delas. Aliás, não sei se conseguirei cumprir a risca e, portanto, se quiser me ajudar é preciso ter um blog com menos de 200 seguidores e responder 11 fatos sobre si e em seguida responder questões feitas por mim. Esta foi uma proposta da Jessikaah.

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Mais um café por BH

Pode parecer estranho mas não é fácil tomar um café por BH. Digo café espresso. Normalmente encontramos aqueles de filtro, ralos e doces. Não isso não satisfaz a minha vontade de tomar café. Por isso, sair pra tomar café com um amigo, às vezes, leva a uma coragem de atravessar a cidade, já que na maioria das vezes as cafeterias estão na região central.

Já falei aqui no Blog do Scada (mas que hoje em dia estou super decepcionada), que agora também há no Cine Belas Artes; e da Academia do Café. Read More

Não tirei pra lavar, tirei pra doar

Aqui no Brasil quando alguém corta o cabelo, às vezes, na brincadeira falamos: ué, tirou pra lavar?

Outro dia encontrei com um colega na rua e me fez esta pergunta. Eu logo respondi: não tirei pra doar.

Vai ter gente achando que estou falando isso para me vangloriar de uma “boa ação”. Porém, informo de antemão que a minha intenção é divulgar um projeto super bacana que recebe mechas de cabelo para fazer perucas e doá-las para quem está passando por tratamento de câncer. Como sabem é um tratamento super agressivo que para além de acabar com as células más, também degrada as boas, causando a queda de cabelo. Read More

Sobre os conflitos todos

Há quem diga que sou dominadora. Talvez eu deseje mesmo querer dominar o que será a minha vida, os passos que vou seguir daqui um ano, daqui há 10 anos… Às vezes, no auge dos meus 32 anos fico cheia de angustias pensando que as coisas não aconteceram como eu queria, ou que não alcancei aquilo que seria suposto para a idade. Já falei isso aqui outras vezes. E já estava até convencida da beleza do incerto, que falei aqui. No entanto, os conflitos, por vezes, aparecem de forma avassaladora e me desestabilizam. Ainda mais nesse momento de mudanças e de turbilhão de emoções. A distância de estar longe de quem se ama e a disposição para a arrumar as malas novamente faz com que os conflitos retomem.

Daí que esses dias li dois textos sobre esses conflitos, e percebi que não estava sozinha. Afinal, são sentimentos universais.

Um deles foi escrito pela Marcella Brafman e publicado no Chata de Galocha. Diz respeito a necessidade de que a gente tem de tentar adivinhar o futuro numa bola de cristal. Difícil, né? Se não, impossível. Mas gosto de como ela termina o texto: “Sem querer ser piegas, mas o segredo é perguntar a si mesma se o que você está fazendo hoje, te aproxima da pessoa que você quer ser amanhã. Sim? Então se joga”

dizer-1O outro texto é da Ruth Manus e foi publicado no Estadão. Também diz desses conflitos e do que criamos no nosso imaginário que seria uma vida resolvida. Afinal, como ela diz: o que seria uma vida resolvida?

Ter casa, família, plano de saúde, emprego dos sonhos???

Eu em fase final do doutoramento sinto tudo isso e fico tentando vislumbrar o futuro na bola de cristal. Já me disseram que essa fase é assim, a gente sente de tudo.

Por enquanto, vou sentindo…. vivendo…. errando e, quem sabe, acertando.

O melhor é que nisso a gente aprende, vai e volta, se joga com toda a vontade de ser feliz.

notas sobre umas voltas pelo Brasil

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“Brasil, meu Brasileiro…” tenho entoado esta canção em tom de ironia sempre que vejo algo mau por aqui.

Antes de ir para Lisboa, há um ano atrás, eu já não identificava tanto com a vida no Brasil, os hábitos, algumas formas de expressão etc. O fato de atravessar o oceano deixou isso ainda mais em evidência. E o retorno para as terras tupiniquins evidenciaram essas minhas impressões em cores neons. Quem está lendo pode dizer: poxa, mas você é brasileira, aqui foi onde você nasceu, você deveria defender o seu país, deveria se orgulhar disso. Claro, que minhas raízes estão aqui, mas há uma série de coisas que não concordo e não me identifico. Este post queria destacar algumas delas. Não estou falando de política, não quero entrar neste campo. Afinal este é um problema para todo lado e não é essa questão que quero tratar. Sabemos que por aqui há corrupção e a crise está latente, mas me responda em que lugar no mundo isto não está ocorrendo? Bem, já que o assunto não é esse vamos falar do que interessa. Read More

Gratidão

Ontem e hoje recebi mensagens de duas pessoas completamente opostas com uma palavra: GRATIDÃO. Quando li corei a face, ri sozinha e olhos lacrimejaram (devo confessar). Às vezes nem percebemos mas ajudamos as pessoas com algo muito simples.

O primeiro caso foi de uma amiga que me enviou um e-mail pedindo informações sobre um curso de Pedagogia em EaD. Fiz algumas pesquisas rápidas, tentei encontrar outras sugestões e retornei o email. Simples, não? A resposta foi um agradecimento bem sincero.

No segundo caso também aconteceu com uma amiga. Outra dia ela me ligou, conversamos, choramos um bocado e sentimentos saudades de ouvir um pouco o nosso minerês. Marcamos, desmarcamos e ficou em aberto. Ontem ela me enviou uma mensagem, dizendo que tinha finalizado o projeto da tese e queria dar um rolê. Eu que agora envoltas as escrituras da tese, a principio titubiei. Depois pensei um bocado, lembrei da nossa última conversa e pensei mesmo que era preciso encontrá-la e tomar um sol. Liguei e disse fique em pronta em meia hora, separa um biquini e vamos dar uma volta. Saímos rumo a Cascais, onde tomamos um café e demos umas voltas. Seguimos pra Praia do Guinho, onde supostamente deveria estar vazio. Chegamos, ainda estava sol, eram por volta das 19 horas, ventava muito. Por isso, era possível ver alguns praticante de kitesurf e windsurf. Nos aproximamos do mar para molhar os pés, logo percebemos que a água estava gélida. Mesmo assim, olhamos uma pra outra, e já estávamos tomando as providencias para tomar um banho. Entramos naquela água fria, sentimos todo aquele vento e os raios do sol. Ficamos lá durante um tempo, conversamos e saímos de alma lavada. Depois queríamos ir para o Cabo da Roca ver o pôr do sol, já no caminho anunciava que não veríamos a paisagem por causa do nevoeiro que tomava conta da estrada. Voltamos, paramos em um mirante e ainda conseguimos contemplar o sol se pondo. Depois daquele dia agradável voltamos mais leves pra casa. Foi um conforto. E hoje ela também me agradeceu com a palavra GRATIDÃO.

Achei curioso.

Grata sou eu por conhecê-las e tê-las como amigas.