mais empatia, se faz o favor

Não sei de onde as pessoas tiraram que podem julgar o corpo alheio sem a menor ponderação.

Dizem na cara e nas costas.

Pior, quando dizem na cara o que bem acham pensando que não irão ofender, que não é nada demais. Quando na verdade deixam a pessoa chateada. Quando você faz uma coisa dessas já pensou se esta pessoa está numa fase difícil? Se está com algum distúrbio hormonal? Já pensou que a pessoa também tem espelho em casa e roupas que estão muito apertadas (caso for um caso que tenha engordado) ou largas demais (caso tenha emagrecido). Já pensou que isto também pode estar incomodando ela também? E não precisa de alguém externo para destacar isto.

Nas costas não ofende, mas o que você tem a ver com o corpo alheio??? Já pensou?! Guarde os seus pensamentos e foque na sua vida. Por acaso também já olhou no espelho?

E quando a pessoa está grávida estes julgamentos aumentam significativamente. Minha gente, vamos lá pensar que nesta fase a mulher está sensível e com milhões de alterações de humor, corporais, hormonais e tem gerado uma vida. Se faz o favor, de perguntar se a pessoa tem passado bem, no mais, guarde as suas observações e impressões.

Queria contar aqui algumas situações em que fiquei chateada ou não (e, portanto, mandei para pqp mesmo, porque também aprendi), mesmo não estando grávida. Com o tempo aprendi a enfrentar estas chatices. Por durante um tempo chorava, me sentia mal… mas depois também que passei a sentir bem com o meu corpo, a cada crítica mandava pra pqp, sem dó.

 

Vamos lá:

A Foto 1 foi feita em maio de 2013, quando tinha saído de um emprego que me consumia imensamente e não tinha tempo pra nada. E, eu ansiosa que sou, descontava na comida. Pois, estava triste e completamente domada. Pedi demissão. Parece uma barriga de grávida, não é? Pois, estava longe. Aliás, nesta altura nem se quer pensava nisto.

Neste ano encontrei com uma “simpática” senhora em duas situações: uma em fevereiro  e depois em junho deste mesmo ano. Na segunda vez ela me disse: “parabéns, a barriguinha está que cresce”. Oi?! Respirei fundo e ri amarelo, dei uma resposta qualquer que agora não me lembro. Mas lembro que ela também ficou com o sorriso amarelo. Nunca mais a vi.

Além disso, já passei por outras. Não nesta fase. Mas quando me diziam sobre a “barriguinha”. Aprendi a responder: “De quê? De gordura?”. Sorriso amarelo e mudava-se de assunto. Isto porque sou do tipo normal, nem gorda, nem magra, mas se me descuidar a barriguinha fica mais em destaque, mesmo porque a minha postura também não ajuda.

A Foto 2 foi feita meses depois, em dezembro, deste mesmo ano. Já sem o trabalho tinha mais tempo para me organizar e pensar na minha saúde. Procurei nutricionista e treino funcional. Emagreci 8 kg. Estava contente, super feliz com o meu corpo (se bem que hoje eu olho e acho que estava demasiada magra), me sentindo “super” por ter conseguido superar a preguiça e também a ansiedade de comer. Seguia a dieta a risca e treinava 6 vezes por semana (corria, nadava, pedalava e ainda fazia o funcional). Fiquei tão croma que lesionei. Bem, a questão foi que em uma situação qualquer, encontrei uma senhora que dizia ser minha amiga e disse: “Nossa está tão magra. Sabe que homem gosta de mulher com carne. Você está um esqueleto”. Assim, simpática como tudo #sqn. Disse que estava super bem, que estava sendo acompanhada e que tinha espelho em casa e ele me dizia que estava linda. E que homem gosta de mulher que gosta de si mesma. Foi uma situação chata, pois, com outras pessoas a volta ficou um climão. Neste dia mandei pra pqp sem dó. E eu continuei feliz com o meu corpo.

Aliás, tive várias fases de me dedicar mais ou menos a dieta e ao desporto. E o efeito sanfona sempre foi algo com que convivi. Também sempre corri atrás quando não me sentia satisfeita com a aparência (que diacho isto, não é?! Quem disse que é preciso de um padrão?).

Bem, agora grávida… ouve-se de tudo…

Com 4/5 meses de gravidez cheguei a ouvir: “Nossa como você já engordou”. Querida, só engordei 4 kg. Também ouço, nossa que gorda! Gente me explica quando uma grávida emagrece. A não ser nos primeiros meses se a pessoa vomitou e enjoou muito. Depois é sempre a engordar. Claro, sem esforçar muito não tenho engordado muito (aliás, faço caminhadas e natação, além de preocupar com a alimentação, mas se tiver vontade vou comer). O que aprendi é que é preciso ter equilíbrio em tudo.

Com 7 meses de gravidez, que o que tenho agora – 30 semanas – (a foto que ilustra este post é correspondente a esta semana), engordei 7 kg. Ouve-se também coisas do tipo: nossa está bem, nossa você está ótima. Isto também é bom e enche o ego. Faz bem.

Portanto, se quer dizer algo a uma grávida, a elogie mesmo que esteja 20 kg mais gorda. Lembre-se que é ela vai ter que lidar com o corpo dela e com todas as transformações que uma gravidez trás.

Também já ouvi: você está diferente. Só pra dizer que esta mudanças são só externas, porque por dentro está um turbilhão. Nossa está gorda. Nossa a barriga está muito grande ou a barriga está muito pequena.

Também é um problema quando digo que só foram 7 kg. Assim, o bebê nasce pequenino. Sério?! Já leu as recomendações médicas? Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E mais, esta coisa de comer por dois é mito. Precisamos comer bem isto sim, com regularidade e coisas saudáveis. Assim, o bebê nasce saudável. Não porque se como um monte.

Pelo amor de deus! Cada pessoa tem um corpo. Cada pessoa vai ter um processo diferente. Seja mais empático/empática. Se ainda não teve um bebê se coloque no lugar do outro. Se já teve pense em como se sentia quando alguém dizia algo sobre o seu corpo.

Aliás, se a pessoa estiver grávida ou não evite falar sobre isto. Só se for pra elogiar. Já experimentou falar: nossa como você está bonita hoje? Como está radiante! E tente, antes de tudo, também olhar no espelho. Mais empatia, se faz favor.

 

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