Seminário de EaD e as belezas de Minas

No último fim de semana estive na cidade de São João del Rey participando do III Seminário de Educação a Distância, promovido pelo NeaD da UFSJ. Foi ótimo começar o ano aprofundando a discussão sobre a EaD. Lá pude perceber que a minha proposta de pesquisa tem sentido e tem sido vista como uma tendência para a educação. Isso é bom, porque em alguns momentos da produção nos sentimos um tanto quanto desconfiados sobre a importância da investigação (os pós graduando me entenderão).

No ano passado participei de poucos seminários, congressos e afins e isso me prejudicou um pouco. Este ano quero fazer diferente. Participar de eventos é importante para network, para revisar nossas ideias e conceitos e ver o que as pessoas estão pensando sobre o tema.

Outra coisa boa foi poder conhecer a cidade de São João Del Rey. Meu deus, como não tinha ido lá antes? Fiquei bastante encantada pela cidade. Assim como outras cidades coloniais, São João tem um centro histórico com casarões e igrejas do século XVIII bem conservados. Por ser formada em História tenho uma queda por estas cidades, fico boquiaberta com a arquitetura, com os projetos barrocos e com a vida levada nesses lugares. Claro que agora cogito fortemente fazer um concurso por lá rsrsrs.

Fiquei hospedada na Pousada Segredo pertinho do centro histórico e do Campus Santo Antônio da UFSJ. A equipe da pousada foi muito acolhedora. Não posso deixar de mencionar que a pousada tem um ótimo custa benefício, segura, limpa e com um café da manhã honesto. O meu quarto tinha uma vista privilegiada da cidade. Recomendo demais.

Claro, como não poderia deixar de ser, fiz várias fotos que compartilho aqui com vocês:

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Igreja São Francisco (ao lado do Campus da UFSJ)2

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A vista do meu quarto (6 a.m)9

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Lindo demais, não? Agora minha dúvida é qual das cidades mineiras eu gosto mais: Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João ou Diamantina. Alguém tem alguma sugestão?

Uruguay (parte 3)

Esta será a última parte dos posts sobre a viagem ao Uruguay. Tá bom já, né? Além do que, queria comentar por aqui sobre alguns filmes que vi nos últimos tempos e de uns livros que li também. Assim, pretendo falar de modo breve de alguns aspectos que podem ajudar no planejamento da viagem: gastos e alimentação.

Antes de viajar já tinha visto, em alguns blogs, que trocar o dinheiro por lá valia mais a pena que no Brasil. Realmente! Claro que trocamos um pouco antes para não chegar lá “lisos”, mas deixei para trocar a maior parte do dinheiro em Montevideo. Só para ter uma ideia, no Brasil ficou assim: R$1,00 (um real) — U$U 7,12 (sete pesos uruguaios), lá foi: R$1,00 (um real) — U$U8,40 (oito e quarenta pesos). Parece pouco? Mas quando você vai trocar uma quantia significativa de dinheiro pode sim fazer muita diferença. No final das contas trocar o $$ na capital nos proporcionou 3.ooo pesos a mais no orçamento, o que garantiu tranquilidade durante a viagem. O real deu desvalorizada já que nos sites que consultei diziam que seria possível trocar um real por onze pesos. Não vi nenhum agência de câmbio com essa cotação. Inclusive, considero que fizemos a melhor compra da moeda, pois em várias agências o peso estava variando em torno de 8,05 e até por 7, 30 eu vi.

Você pode pensar que fica difícil trocar a moeda lá, mas não é! Principalmente, se for para Montevideo e Punta, onde são vistas agências de câmbios em vários locais da cidade. A nossa transação foi realizada em uma agência da Ciudad Vieja, próxima a livraria Puro Verso.

Outra ponto que gostaria de destacar: mesmo o real valendo mais que pesos não significa que você fica “rico” no país. Eu tinha essa ilusão da última vez (não sei porque). Explico. As mercadorias no país do mate são bem caras, a alimentação então… além do que a gastronomia não é o forte do país (explico abaixo). O preço das roupas, dos produtos tecnológicos e do transporte público são bastante elevados. Não vale a pena ir para fazer compras. Não mesmo! Por isso quase não trouxe nada. Fiz só uma ousadia e comprei um tênis da Reebook (o clássico, quem lembra? é que em BH não se encontra mais). Comprei porque já estava namorando o tênis desde 2012 e porque recebi um desconto de 40% (aí quem resiste rsrs).

Um ponto que não poderia deixar de comentar: alimentação. Gente, juro, acho que ser vegetariano no Uruguay é mais pecaminosos que casar com o irmão (brincadeira). Fato é que o país é especialista em carne bovina, de cordeiro, de carneiro e frango. Assim, tentar encontrar uma opção saudável pode ser bastante complicado e frustrante. A salada deles é muito limitada e sair do alface e tomate é coisa rara por lá. Não sou vegetariana, mas tenho optado por uma vida saudável, então foi meio tenso essa questão por lá. Encontrei apenas 3 lojinhas de produtos naturais; uma em Montevideo (Canela, na calle Perez Castellano, na mesma rua do nosso hotel) e duas em Punta (Sin Azucar e Dieta, uma bem pertinho da outra). Claro que ia correndo para comer algo além de papas fritas e asado. Em Piriapólis, no restaurante Don Quijote, foi onde comi melhor e mais leve. O café de lá também não é bom. Aí já imaginou… cafezeira como sou, foi duro beber por várias vezes café com gosto de filtro velho (mesmo o espresso!!!!). Eles não tem tradição com o café o mate prevalece.

cafeNão sou fresca com alimentação, como de tudo. A questão é que os hábitos alimentadores dos uruguaios é bem diferente do que tenho proposto pra minha vida. Nos primeiros dias fiquei meio tensa com isso e queria tentar fugir do convencional, mas não deu muito certo. Aí sabe o que eu resolvi fazer? Viver o Uruguay! Sim comer o que eles comum por lá chivitos, asados, papas fritas e atacar as panaderias. Agora, claro, já estou de volta à rotina e a vidinha com muita salada e o mínimo de carne.

Uruguay (parte 2)

Na segunda parte do relato sobre a viagem ao Uruguay, pretendo falar de dois temas importantes no planejamento de uma viagem: o transporte e os hotéis.

Falando do primeiro tópico, posso dizer que o Uruguay tem uma estrutura bastante eficiente no quesito transporte rodoviário. Além das estradas serem ótimas (boa opção para quem pretende viajar de carro), as companhias rodoviárias tem uma frota bem interessante. Utilizei algumas empresas, tal como a COT, COOM, Rutas del Sol e Tur-Este, então penso que posso falar um pouco do tema. As passagens não são caras (pelo menos isso!) e os ônibus viajam, na maioria das vezes, vazios. A passagem mais cara que paguei foi o retorno de La Paloma a Montevideo, que nos custou 344 pesos, o que seria aproximadamente 40 reais, pela companhia COT.

De Montevideo a Piriapolis também viajei pela COT e paguei cerca de 15 reais. De Piriapólis a Punta delEste viajei de COOM e paguei em torno de 10 reais, de Punta a La Paloma foram 20 reais mais ou menos pela companhia Tur-Este. Como já disse fui um dia para Cabo Polonio. De La Paloma até lá gastei cerca de 12 reais e chegando lá desembolsei cerca de 20 reais (170 pesos ida e volta) para chegar a vila de pescadores.

No início pensava que seria difícil e complicado, mas não foi; pelo contrário, foi bem simples e fácil, ainda mais porque na maioria dos lugares estava bem próximos dos terminais rodoviários.

Não tirei foto dos ônibus, mas tem uma foto aqui do caminhão que nos leva a Cabo Polônio. O que é uma aventura. Não recomendo ir na parte superior, apesar de ser uma tentação. O caminhão sacoleja muito e não é uma sensação agradável.

ImageOutro quesito importante são os hotéis, não é mesmo? Ainda mais porque a internet nos engana e podemos ter uma surpresa negativa. Vou contar  sobre cada um dos hotéis que hospedei.

Hotel 1: La Perez – Montevideo

Este hotel foi construído em 1870, fica na Ciudad Vieja e é na verdade uma casa de hóspedes. A Maria a proprietária é uma típica uruguaia, muito simpática e receptiva. Lá o café não está incluído na diária e paguei cerca de 7 dólares cada pelo desayuno. Vou dizer, valeu a pena. Aliás, foi um dos melhores cafés que consumi por lá. Pedi 2 vezes e  arrependi de não ter pedido por mais dias. Estou dizendo pedindo, pois ela só prepara o café se for solicitado, senão, você deve buscar em uma das panaderias da Ciudad Vieja que logo cedo estão fechadas 😦  Uma das vantagens do hotel é que ele fica no coração da Ciudad Vieja, na rua do Mercado del Puerto. Então senti muito a da vida do povo da cidade mesmo. No começo achei estranho, mas logo já estava no clima da cidade. Encontrei este hotel no site Decolar.com

Hotel 2 – Hostel Piriápolis – Piriápolis. Este hostel é beeeem simples, mas foi bem confortável também. O único problema que ele só tem opção de banheiro coletivo, mas que estão sempre limpos e higienizados. Se hospedar em hostel no Uruguay é uma opção de viagem dos nativos e o local estava cheio de famílias, principalmente de pessoas mais velhas (pasmem!). Fiquei pensando que antes de ser hostel, o local devia ser uma pensão. Um problema que tiveno local foi o café da manhã, bem ruinzinho. Um pão, um copo de leite e geléia. Consumi só um dia e no outro tomei o café na rodoviária.

ImageHotel 3 – El Viajero – Punta Del Este

Este  foi um dos melhores hotéis da viagem. Optei por um quarto privado e nele tinha banheiro e televisão (gente já fazia uma semana que estava sem tv e sem net, foi um detox forçado dos meios de comunicação). Este hostel é mais jovem e recebe muitos brasileiros. Gostei tanto da estrutura que penso em me hospedar em outros hostels da rede El Viajero. O café não era lá essas coisas, mas deu pro gasto. Mas só comi lá um dia, no outro fui a melhor padaria do mundo que ficava do ladinho do hostel.

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Hotel 4 – Hostel Ibirapitá – La Paloma. Este certamente foi o pior hostel da viagem. Ao consultar informações do hotel parecia bacana, mas foi um lixo e, pior, cobraram uma fortuna. Não bastasse o lugar ser ruim, era caro (96 dólares, pasmem!!!!). E eu achando que seria o mais bacana, doce ilusão! Só para dizer algumas coisas: fiz a reserva pelo Hi.Hostel e tinha um valor, cheguei lá a mocinha nos disse que o valor da reserva era o valor de sócio e que por isso deveríamos pagar 50 dólares a mais; o quarto fedia mofo e nem o bom ar e o incenso resolveram o problema; a água esquentava por calefação, assim, quando havia um fluxo grande de pessoas tomando banho, o que acontecia? A água esfriava… No primeiro dia, foi banho de água fria; o café era servido na varanda que ficava ao lado da rua, ou seja, comemos junto do cheirinho de poeira de asfalto. Não recomendo, jamais!

Hotel 5 – Hotel Bahamas – Montevideo Este certamente foi o melhor hotel da viagem e já previa isso, aliás, escolhi ele por este motivo, queria um conforto depois de dias andando pra lá e pra cá. O Hotel Bahamas fica afastado do centro, mas isso não foi um problema, como já tínha  hospedado por lá nos primeiros dias; a vantagem era que ele é bem próximo ao aeroporto (o nosso voo era às 6:50 da manhã) e isso foi uma boa opção. Nas proximidades do hotel a única coisa interessante é o Parque Roosvelt, de resto é bem ermo e sem muitas opções de lazer. Por isso, se quer conhecer a capital do país não fique lá, escolha uma opção mais central.

Em síntese, foi isso. Utilizamos os sites Decolar.com e Hihostels para fazer as reservas. Fiz isso com um mês de antecedência. Isso é bem importante, pois o verão no Uruguay está tudo muito cheio.

E você já esteve em alguma dessas cidades? Conte  como foi.

Um abraço.