Academia do café

Eu gosto de café e isto não é segredo pra ninguém. Gosto tanto que em 2011 fiz um curso de barista. Pensava assim: se nada der certo na minha vida, pelo menos posso trabalhar como barista.

O curso do SENAC, além de explicar quase tudo do mundo do café, também nos apresentou algumas vivência de bares, atendimento e tal. O que me fez ter uma visão bastante crítica a respeito de empreendimentos cafeeiros, sobretudo, de cafeterias.

No último fim de semana, fui conhecer a Academia do Café. Ela existe na cidade há uns 3 anos, eu já sabia, principalmente porque eles têm o curso de barista. Mas sabe aquela coisa de ficar enrolando pra ir? Pois bem, tirei o último fim de semana para turistar em BH e escolhi lugares que ainda não conhecíamos.

A Academia fica localizada na Rua Grão Para, 1024, em um trecho sem muito movimento, o que garante uma tranquilidade para o local. A cafeteria tem vários pontos a serem destacados:

– existe a possibilidade de escolher qual o modo que o café será feito: coado, prensado (feito na french press) e espresso. O que é uma grande novidade por essas bandas…

– no dia de nossa ida havia duas opções de grãos – cerrado e blend mineiro (cerrado mais sul de minas) – no entanto eu penso que podia ter outras opções (adoro experimentar!!!). Claro que experimentei os dois rsrs. E o que mais gostei foi o do cerrado. Sempre, aliás.

IMG_0138

– lá o garçom não serve a mesa, você pede e leva o pedido e ao final você recolhe a sujeira, acho isso beeem legal!

– a borra de café, que é um ótimo fertilizante, é usada na horta que eles têm no quintal!

– outro ponto positivo e a casa escolhida. Gente, é linda demais!!! Imagino que tenha sido construída na década de 1950 mais ou menos, devido as características da arquitetura.

Fui lá depois do almoço, então, só experimentei um bolinho de fubá, que estava maravilhoso! Quentinho… parecia ter sido feito na hora.

Há vários quadros em um ambiente bem acolhedor. Fui tomar café e não posso falar muito do curso ou da estrutura para tal. No entanto, penso eu fazer algo lá, logo, logo…

IMG_0119

Eu gostei muito e penso em voltar em breve.

Ps: Vou começar a escrever mais sobre as cafeterias por aqui.

Arte no fim de semana: Orquestra Sinfônica e Irmãos de Sangue

Quando me refiro à arte, quero dizer de peças que me afetam, que me tocam, que me sensibilizam de alguma forma. Assim, entre vários artistas conceituados há vários que eu não gosto, pois, não não provocam nenhum novo sentido na minha percepção.

Pois bem, no último fim de semana pude apreciar duas obras de arte, uma musical e outra teatral. Sabe coisas de deixar arrepiado?

A obra musical foi apresentada pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, sob a regência de Marcelo Ramos, que tinha no programa Rachmaninoff e Guerra Peixe. A primeira peça teve a presença da pianista russa Kristina Miller-Koeckert, que propiciou ainda mais emoção pelo seu modo de tocar. A cada nota, um sentimento evidente. Estava tudo muito bem arranjado (não sou crítica de música e conheço muito pouco, mas quando o negócio está bom a gente sabe, né?), os baixos, a percussão, os violinos… lindo, lindo… fiquei em êxtase por alguns minutos, pensando em como era bom estar vivo e ouvir aquilo. A segunda obra, de Guerra Peixe, foi uma experiência diferente. Ainda não tinha vista algo assim, música clássica com mistura de música popular. Uma ode à Brasília e ao falecido presidente Juscelino Kubitschek.  Não posso negar que Rachmaninoff mexeu muito comigo.

A peça de teatro intitulada “Irmãos de Sangue” foi outra situação linda do fim de semana. Fui por indicação de uma amiga. Ela disse que tinha que ir, porque era lindo demais. Irmãos de sangue é uma narrativa sem diálogos (!), que conta a relação de uma família de três irmãos e uma mãe solteira. As histórias da infância, as brigas de irmãos… tudo muito bem dirigido, iluminado e atuado. É uma mistura de teatro, dança, mágica. Sim, mágica! Fiquei fascinada com “os truques” proporcionados em cena. A sensibilidade dos atores para contar uma história tão triste sobre a morte de um dos irmãos. Saí do teatro muito emocionada e querendo relembrar cada cena. É uma peça inteligente e brilhante. Palmas aos realizadores.

A peça está em cartaz no CCBB, até o dia 6 de abril. O ingresso é só R$10,00. Informações aqui.

Exposição de Fotografias no CCBB BH

No dia 26 de fevereiro foi inaugurada uma exposição de fotografias no Centro Cultural do Banco do Brasil BH, vulgo CCBB, cujo o título é “Um olhar sobre o Brasil”. E eu só consegui ir no último sábado.

A curadoria foi realizada por ninguém menos que Boris Kossoy e Lilia Schwarcz (talvez, por isso, tenha criado tanta expectativa). A exposição está ocupando todo o 3º andar do prédio na Praça da Liberdade com fotografias que tentaram fazer um panorama da história do Brasil e, evidentemente, da história da fotografia no país, de 1883 a 2013. Referências como Miguel do Rio Branco, Marc Ferrez, Sebastião Salgado, Evandro Teixeira e tantos outros foram evidenciados na exposição aqui em BH.

evandroteixeira

Autor: Evandro Teixeiramarc ferrez

Autor: Marc Ferrez

A exposição promete, em sua sinopse, redescobrir a nação. Desculpas para quem gostou, eu achei que merecia mais. Na verdade precisava de uma organização melhor. Nas primeiras salas até entendi o que a exposição pretendia, mas do meio pra frente as fotos perdem a linha de raciocínio… e ficaram apenas um emaranhado de registros, sem necessariamente estar relacionados com a proposta da “história da nação”. Pensei que as fotos poderiam estar distribuídas por temas e não em uma linha cronológica. Políticas, trabalhadores, cidades, arquitetura, religião, estudos antropológicos… consegui visualizar várias categorias de organização ali. A linha cronológica também não dizia muita coisa, pois se referia somente ao ano que a fotografia foi feita sem ocupar uma relação direta com a foto ao lado. Aliás isso já foi superado, não?

Eu amo fotografia e já tinha visto várias  fotos em outras oportunidades. Saí de lá com uma sensação estranha. Talvez eu tenha criado uma grande expectativa; talvez eu esteja ficando cada vez mais crítica; talvez porque o espaço do CCBB não ajuda tanto, com um entra e sai de salas; talvez eu não tenha entendido a proposta; talvez… não sei bem.

E você foi? O que achou?

A exposição ficará até o dia 28 de abril. O horário de visitação é de quarta a segunda (terça-feira não funciona) de 9 às 21 horas. E tenta achar informações da exposição no site do CCBB. Encontrei poucas informações. E o Circuito Cultural da Praça da Liberdade da querendo atrair turistas?? Assim fica difícil.

Talentos fotográficos

Poderia iniciar a categoria fotografia deste blog falando de grandes mestres da fotografia conhecidos nos 4 cantos do mundo, como Bresson, Salgado, Capa, Varda… a lista é longa. Decidi então apresentar o que considero talentos fotográficos. São pessoas que acompanho o trabalho no flickr e me surpreendo a cada postagem. O primeiro da lista conheço pessoalmente e tenho muito orgulho! O nome da figura é Elmo Alves. Residente em Belo Horizonte, Elmo utiliza de seus conhecimentos técnicos e sua inspiração para produzir fotos de muita personalidade. Por conhecer cada câmera como a palma da mão (pasmem ele possui uma grande coleção de câmeras analógicas), suas fotos expressam o mundo em preto e branco. O urbano, os amigos e a sua filha são temas recorrentes em seus negativos.



Além de produzir fotos super interessantes, o cara é simpatia pura e tem muita disposição para ensinar os iniciantes na fotografia.
Veja mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/elmoalves/