recuperação

Singeleza é você sentir a sua recuperação.

Já contei que estou na vibe de vida saudável, para tentar manter meu corpo e minha mente sã. Acontece que no final do ano passado exagerei na dose e sofri uma lesão no púbis 😦

Fui a dois médicos, cada um me disse uma coisa: um disse que era osteíte (osso com microfraturas causadas por stress) e outro me disse que estava com tendinite (inflamação no tendão). Confiei no diagnostico do segundo e segui suas orientações: anti-inflamatório e fisioterapia. Hoje completo a 10ª sessão com a expectativa de melhoras. Também, depois de quase 3 meses sentindo muita dor passei o primeiro fim de semana sem queixas. Ainda faltam mais dez sessões da bendita (ou seria maldita) fisioterapia. O que interessa mesmo é que já estou me sentindo melhor.

Esse processo todo me ensinou algumas coisas: a que é necessário ter equilíbrio e de que é necessário dar tempo às coisas, ao corpo principalmente. Desde então mudei minha rotina de treinos e de expectativa sobre os efeitos do esporte no meu corpo.

dois casos

Hoje vou contar dois casos que me afetaram (para afeto, leia Espinoza e Deleuze) essa semana. Não é nada de extraordinário, mas como este é um blog para tratar do singelo; tudo bem.

Caso 1:

O primeiro caso aconteceu na segunda-feira. Fui ao 5ª avenida, uma galeria comercial localizada na Savassi, aqui em BH. Estava procurando uma loja de bijuterias especiais colares, cintos, brincos, tiaras feitas de retalhos, lã, fios coloridos… bem do jeito que eu gosto.  A Bia, a dona, faz tudo com muito carinho e transmite isso pra suas peças. Queria comprar um presente para uma pessoa muito querida, que conheci este ano, e achava que um colar dessa loja poderia ser um ótimo presente. Bem, cheguei lá e… cadê a loja??? Fechada! Um momento de frustração. Tá, o que eu posso fazer? Vi uma loja com peças para danças, que existe na tal galeria há bastante tempo. Talvez o pessoal tenha alguma informação, né? Dito e feito. Perguntei: você sabe me informar para onde a loja que tinha aqui mudou? Um mulher muito bonita e atenciosa, a Teresa,  começou a  contar toda a história… o que ocorreu, porque ocorreu… me disse também que eu não era a única que ficava triste pela loja ter fechado. Em pouco tempo de conversa me contou várias coisas sobre a sua vida… amigas de infância em 10 minutos? rsrs Não aguentei… antes de ir embora, lhe dei um abraço, pensei ser necessário. Foi bom.

Caso 2:

Ontem dei carona para uma colega do doutorado, a Anna. Ela é ótima! Super pra cima, bem resolvida e muito simpática. Conversamos sobre vários assuntos, e, claro, também, sobre a maternidade, já que ela tem um bebezinho de 7 meses. Daí ela me perguntou: você ter vontade de ser mãe? E eu respondi: estou repensando isso. Há um tempo, dizia que não queria. Hoje tenho revisto  isso e pensando que o ser mãe é um sentimento único. Será que vou passar a vida sem saber o que é? Ainda mais eu que gosto de viver tão intensamente? E claro, adoro crianças. Querer ter um filho não é simples, eu sei. Por isso, quero resolver umas coisas da minha vida antes. Tenho medo de culpar a criança, caso ela chegue de modo inesperado. Também não teria problema em adotar uma criança, caso o tempo passe e eu não consiga engravidar. E ela me disse: super entendo… E continuou: a questão não é engravidar ou não, parir ou não… a maternidade não se constitui nesse momento, e depois.. amamentar às 3 da manhã, não dormir porque a criança está com febre, você tem que abrir mão de várias coisas porque você não está mais sozinho no mundo. Não é lindo? A maternidade se constitui no ser mãe, no cotidiano. Não antes. Adorei isso. Claro que, isso vai me ajudar a tomar uma decisão no futuro.