Não pedi nada

Em duas situações, uma em Istambul e outra em Lisboa, me senti uma mendiga. Mesmo não tendo pedido nada. Entretanto, o coração das pessoas resolveu entender assim.
Em Istambul dou até razão pra quem nos deu um chá preto às 7 horas da manhã, na porta do aeroporto, depois de uma noite mal dormida no chão do lugar.
Em Lisboa fiz uma ação por boa fé: expliquei e levei um casal de turistas para o ponto desejado e ganhei um dinheirinho.

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A arte de perder (continuação)

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No post anterior mencionei a poesia de Bishop e o que esperava que esta viagem à Lisboa me proporcionaria. Após poucos dias na cidade (hoje completam-se 10) percebo que há algo fundamental na minha perda: tenho que aprender a perder a razão.
Quero nos próximos meses dar conta de perder o olhar sobre o meu próprio umbigo, sobre as minhas manias e regras. Muitas vezes, elas me parecem verdades fundamentais. Quando não são. Read More

Academia do café

Eu gosto de café e isto não é segredo pra ninguém. Gosto tanto que em 2011 fiz um curso de barista. Pensava assim: se nada der certo na minha vida, pelo menos posso trabalhar como barista.

O curso do SENAC, além de explicar quase tudo do mundo do café, também nos apresentou algumas vivência de bares, atendimento e tal. O que me fez ter uma visão bastante crítica a respeito de empreendimentos cafeeiros, sobretudo, de cafeterias.

No último fim de semana, fui conhecer a Academia do Café. Ela existe na cidade há uns 3 anos, eu já sabia, principalmente porque eles têm o curso de barista. Mas sabe aquela coisa de ficar enrolando pra ir? Pois bem, tirei o último fim de semana para turistar em BH e escolhi lugares que ainda não conhecíamos.

A Academia fica localizada na Rua Grão Para, 1024, em um trecho sem muito movimento, o que garante uma tranquilidade para o local. A cafeteria tem vários pontos a serem destacados:

– existe a possibilidade de escolher qual o modo que o café será feito: coado, prensado (feito na french press) e espresso. O que é uma grande novidade por essas bandas…

– no dia de nossa ida havia duas opções de grãos – cerrado e blend mineiro (cerrado mais sul de minas) – no entanto eu penso que podia ter outras opções (adoro experimentar!!!). Claro que experimentei os dois rsrs. E o que mais gostei foi o do cerrado. Sempre, aliás.

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– lá o garçom não serve a mesa, você pede e leva o pedido e ao final você recolhe a sujeira, acho isso beeem legal!

– a borra de café, que é um ótimo fertilizante, é usada na horta que eles têm no quintal!

– outro ponto positivo e a casa escolhida. Gente, é linda demais!!! Imagino que tenha sido construída na década de 1950 mais ou menos, devido as características da arquitetura.

Fui lá depois do almoço, então, só experimentei um bolinho de fubá, que estava maravilhoso! Quentinho… parecia ter sido feito na hora.

Há vários quadros em um ambiente bem acolhedor. Fui tomar café e não posso falar muito do curso ou da estrutura para tal. No entanto, penso eu fazer algo lá, logo, logo…

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Eu gostei muito e penso em voltar em breve.

Ps: Vou começar a escrever mais sobre as cafeterias por aqui.

Seminário de EaD e as belezas de Minas

No último fim de semana estive na cidade de São João del Rey participando do III Seminário de Educação a Distância, promovido pelo NeaD da UFSJ. Foi ótimo começar o ano aprofundando a discussão sobre a EaD. Lá pude perceber que a minha proposta de pesquisa tem sentido e tem sido vista como uma tendência para a educação. Isso é bom, porque em alguns momentos da produção nos sentimos um tanto quanto desconfiados sobre a importância da investigação (os pós graduando me entenderão).

No ano passado participei de poucos seminários, congressos e afins e isso me prejudicou um pouco. Este ano quero fazer diferente. Participar de eventos é importante para network, para revisar nossas ideias e conceitos e ver o que as pessoas estão pensando sobre o tema.

Outra coisa boa foi poder conhecer a cidade de São João Del Rey. Meu deus, como não tinha ido lá antes? Fiquei bastante encantada pela cidade. Assim como outras cidades coloniais, São João tem um centro histórico com casarões e igrejas do século XVIII bem conservados. Por ser formada em História tenho uma queda por estas cidades, fico boquiaberta com a arquitetura, com os projetos barrocos e com a vida levada nesses lugares. Claro que agora cogito fortemente fazer um concurso por lá rsrsrs.

Fiquei hospedada na Pousada Segredo pertinho do centro histórico e do Campus Santo Antônio da UFSJ. A equipe da pousada foi muito acolhedora. Não posso deixar de mencionar que a pousada tem um ótimo custa benefício, segura, limpa e com um café da manhã honesto. O meu quarto tinha uma vista privilegiada da cidade. Recomendo demais.

Claro, como não poderia deixar de ser, fiz várias fotos que compartilho aqui com vocês:

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Igreja São Francisco (ao lado do Campus da UFSJ)2

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A vista do meu quarto (6 a.m)9

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Lindo demais, não? Agora minha dúvida é qual das cidades mineiras eu gosto mais: Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João ou Diamantina. Alguém tem alguma sugestão?

Em contato com a natureza

Este fim de semana arrumamos as malas, pegamos as bicicletas e tomamos a direção da Lapinha da Serra, uma cidadezinha no pé na serra do Espinhaço, a 150 km de Belo Horizonte. Sempre tinha escutado falar, mas nunca tinha ido, e me apaixonei.

O acesso é bem simples: logo depois de atravessar a ponte do Cipó (uns 90 km até lá), vira-se a esquerda em direção a Santana do Riacho (mais 27 km) e depois são 10 km de estrada de terra até o pequeno paraíso da Lapinha. O vilarejo é bem pequeno, há pouca opções de restaurantes e de pousadas, por isso, é importante reservar com antecedência. Informações podem ser acessadas no Guia da Lapinha e no Portal da Lapinha.

O visual é deslumbrante e há várias opções de caminhadas ecológicas que são brindadas com um banho de cachoeira ao final. Estamos pensando em voltar em breve, pois o tempo foi curto para conhecer tudo…

Ficamos hospedados na Pousada Travessia que possui um vista privilegiada da serra. Além disso, comemos muito bem em um restaurante natureza Padma Chai, que fica na estrada para as cachoeiras. Foi um alívio encontrar o restaurante com comida vegetariana, pão integrais e sucos de fruta colhida no quintal.

Resolvemos ir antes do início do semestre das aulas, quando tudo será uma correria e não teremos muito tempo para estas aventuras. Foi tudo muito mágico: vimos estrela cadente, o céu coberto de estrelas, um nativo tocando viola, fizemos novos amigos, encontramos antigos conhecidos, respiramos ar puro e tomamos um banho bem frio… tudo de bom para começar o ano de bem com a vida.

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Uruguay (parte 3)

Esta será a última parte dos posts sobre a viagem ao Uruguay. Tá bom já, né? Além do que, queria comentar por aqui sobre alguns filmes que vi nos últimos tempos e de uns livros que li também. Assim, pretendo falar de modo breve de alguns aspectos que podem ajudar no planejamento da viagem: gastos e alimentação.

Antes de viajar já tinha visto, em alguns blogs, que trocar o dinheiro por lá valia mais a pena que no Brasil. Realmente! Claro que trocamos um pouco antes para não chegar lá “lisos”, mas deixei para trocar a maior parte do dinheiro em Montevideo. Só para ter uma ideia, no Brasil ficou assim: R$1,00 (um real) — U$U 7,12 (sete pesos uruguaios), lá foi: R$1,00 (um real) — U$U8,40 (oito e quarenta pesos). Parece pouco? Mas quando você vai trocar uma quantia significativa de dinheiro pode sim fazer muita diferença. No final das contas trocar o $$ na capital nos proporcionou 3.ooo pesos a mais no orçamento, o que garantiu tranquilidade durante a viagem. O real deu desvalorizada já que nos sites que consultei diziam que seria possível trocar um real por onze pesos. Não vi nenhum agência de câmbio com essa cotação. Inclusive, considero que fizemos a melhor compra da moeda, pois em várias agências o peso estava variando em torno de 8,05 e até por 7, 30 eu vi.

Você pode pensar que fica difícil trocar a moeda lá, mas não é! Principalmente, se for para Montevideo e Punta, onde são vistas agências de câmbios em vários locais da cidade. A nossa transação foi realizada em uma agência da Ciudad Vieja, próxima a livraria Puro Verso.

Outra ponto que gostaria de destacar: mesmo o real valendo mais que pesos não significa que você fica “rico” no país. Eu tinha essa ilusão da última vez (não sei porque). Explico. As mercadorias no país do mate são bem caras, a alimentação então… além do que a gastronomia não é o forte do país (explico abaixo). O preço das roupas, dos produtos tecnológicos e do transporte público são bastante elevados. Não vale a pena ir para fazer compras. Não mesmo! Por isso quase não trouxe nada. Fiz só uma ousadia e comprei um tênis da Reebook (o clássico, quem lembra? é que em BH não se encontra mais). Comprei porque já estava namorando o tênis desde 2012 e porque recebi um desconto de 40% (aí quem resiste rsrs).

Um ponto que não poderia deixar de comentar: alimentação. Gente, juro, acho que ser vegetariano no Uruguay é mais pecaminosos que casar com o irmão (brincadeira). Fato é que o país é especialista em carne bovina, de cordeiro, de carneiro e frango. Assim, tentar encontrar uma opção saudável pode ser bastante complicado e frustrante. A salada deles é muito limitada e sair do alface e tomate é coisa rara por lá. Não sou vegetariana, mas tenho optado por uma vida saudável, então foi meio tenso essa questão por lá. Encontrei apenas 3 lojinhas de produtos naturais; uma em Montevideo (Canela, na calle Perez Castellano, na mesma rua do nosso hotel) e duas em Punta (Sin Azucar e Dieta, uma bem pertinho da outra). Claro que ia correndo para comer algo além de papas fritas e asado. Em Piriapólis, no restaurante Don Quijote, foi onde comi melhor e mais leve. O café de lá também não é bom. Aí já imaginou… cafezeira como sou, foi duro beber por várias vezes café com gosto de filtro velho (mesmo o espresso!!!!). Eles não tem tradição com o café o mate prevalece.

cafeNão sou fresca com alimentação, como de tudo. A questão é que os hábitos alimentadores dos uruguaios é bem diferente do que tenho proposto pra minha vida. Nos primeiros dias fiquei meio tensa com isso e queria tentar fugir do convencional, mas não deu muito certo. Aí sabe o que eu resolvi fazer? Viver o Uruguay! Sim comer o que eles comum por lá chivitos, asados, papas fritas e atacar as panaderias. Agora, claro, já estou de volta à rotina e a vidinha com muita salada e o mínimo de carne.