Sumiço e reflexões

Pra variar deixei o blog desatualizado, lá vão quase 6 meses sem nenhuma postagem. Este canal ficou parado, assim como outros, e eu que antes dizia querer apagar o Facebook fiquei mais ativa na rede. Tenho uma relação de amor e ódio com a rede. De qualquer modo, cá estou eu para desabafar um bocado.

Fato é que já se passam 9 meses que estou por terras lusitanas e muitas coisas aconteceram neste período. Além obviamente de dedicação à tese, tenho me dedicado a vários momentos de auto-análise. No último post falava de sentimentos humanos. Neste quero falar das expectativas que criamos e da necessidade de atender algumas demandas sociais.

Criamos expectativas quando acreditamos que nosso plano para a vida tem que dar certo a todo custo. Linhas tortas, nada de linhas retas. Isto é certo. Incertezas no meio do caminho. Vontade de jogar tudo para o alto, constantemente aparecem em mente. Daí precisamos voltar lá na ideia inicial e pensar: pra que eu queria isso mesmo? Vale a pena tentar uma nova rota?

Criamos expectativas quando entramos num curso de graduação e achamos que isto vai ser uma coisa muito importante, porque assim vamos conseguir realizar planos da infância e da adolescência. Será mesmo que estávamos preparados? Tenho conversado com algumas pessoas e pela decepção da escolha de um curso e que passados alguns anos reorganizaram a rota e resolveram dedicar ao que lhe fazem felizes (ou não), ou só aquela expectativa de ganhar um vintém. Vá, criamos expectativas em projetos grandiosos, explorar novos mundos, achar que sair da mesmisse vá ajudar a resolver as angústias. Nada. Elas continuam lá. Com a passagem dos anos isso fica mais fácil de lidar, talvez, porque já menos desiludidos já sabemos ao menos o que não queremos. Isso ajuda. Mas e o que eu quero? Claro é preciso sair do lugar comodo e mexer um bocado para as coisas acontecerem. A vida se encarrega de desviar a rota, mostrar outros caminhos. Aqui aprendi que não é necessário ser uma coisa só. Tenho me desprendido, encarado com os braços aberto o improviso e a inconstância. E eu que antes adorava a segurança me vejo cada vez mais desprendida, querendo mesmo viver na corda bamba, se cair, levanta e começa de novo. Sinto um frio na barriga quando penso que preciso voltar. As coisas por aqui já não estão tão boas quanto tempos atrás, de todo modo, encontrei aqui algo que sempre quis. Pela minha produção e o que participei talvez não merecessem todo o tempo que estive aqui, de qualquer forma, o tempo valeu pelo aprendizado, pela aprendizagem de que posso ser forte, lidar com as minhas angústias e tentar traçar um plano, que fica cada vez mais aberto ao acaso.

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