dos sentimentos humanos

Penso que por estar fora da minha zona de conforto tenho prestado muito atenção aos sentimentos, aos meus, aos do que estão a minha volta e a de completos desconhecidos.

Por aqui tenho aprendido coisas sobre relacionamentos que antes não tinha me dado conta. Acho que até então tinha apenas brincado de namorar. Mesmo gostando muito do quem já me relacionei, tinha uma visão distorcida do que era estar mesmo do lado de alguém e o que isto implica. Podem pensar: sério? Sim, sério! Aqui novas palavras foram acrescidas no vocabulário (não só as gírias portuguesas ou expressões completamente diferentes). O que me faz me tornar uma pessoa melhor, principalmente com as pessoas que gostam de mim.

Outro sentimento que tenho observado é o da saudade e o da expectativa. Nas últimas semana estive no aeroporto algumas vezes para esperar pessoas que receberia em casa. Este é um local especial para observar isto. Vi várias pessoas saindo da porta do desembarque na expectativa de ver alguém conhecido, que buscavam no meio daquela multidão algum rosto familiar. Elas até chegavam sorrindo, mas quando percebiam esta ausência o rosto se transformava. A decepção se evidenciava. Por outro lado, quando o contrário acontecia o rosto se enchia de alegria. As crianças então…. coisa linda de se ver. Netos que não viam os avós, filhos que não viam pais, casais de namorados. Vi abraços tão fraternos nos dois primeiros casos que meus olhos encheram de lágrimas.

Aqui tenho percebido que até podemos ter diferenças culturais, no entanto, os sentimentos humanos são universais. Isto ficou ainda mais claro ao assistir a uma peça de teatro chamada PlayLoud e ao ver a exposição “7 mil milhões de outros“.

No caso da peça de teatro os sentimentos passavam por desejos de um relacionamento perfeito, das relações de amizade, das memórias de uma vida familiar conturbada, de um relacionamento que não resistiu a força dos anos. Sim, os sentimentos eram variados e uma peça retratava ali diálogos cotidianos e que se tornava possível identificar a cada fala.

A exposição que está em cartaz no Museu da Eletricidade, foi concebida pelo mesmo artista que registrou as fotos da “Terra vista do cima” (que ficou em exposição em plena Avenida Afonso Pena). Yann Arthus-Bertrand entrevistou, junto de sua equipe, mais de 6 mil pessoas. Estas entrevistas passaram por temas: memória, sonhos, amor, família, felicidade e outros temas. Com uma ampla diversidade de culturas, níveis sociais, aspectos sócio-culturais, os sentimentos humanos se tornam tão parecidos que nos deixam mais confortáveis com as nossas angústias.

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