dos sentimentos humanos

Penso que por estar fora da minha zona de conforto tenho prestado muito atenção aos sentimentos, aos meus, aos do que estão a minha volta e a de completos desconhecidos.

Por aqui tenho aprendido coisas sobre relacionamentos que antes não tinha me dado conta. Acho que até então tinha apenas brincado de namorar. Mesmo gostando muito do quem já me relacionei, tinha uma visão distorcida do que era estar mesmo do lado de alguém e o que isto implica. Podem pensar: sério? Sim, sério! Aqui novas palavras foram acrescidas no vocabulário (não só as gírias portuguesas ou expressões completamente diferentes). O que me faz me tornar uma pessoa melhor, principalmente com as pessoas que gostam de mim. Read More

Como transformar água em vinho?

Ontem, assim como os demais noites de inverno, fazia frio e ventava. A vontade era só de ficar em casa e não apetecia sair. O namorado chegou e não tínhamos água, claro, que por aqui, bebemos vez ou outra água da torneira, mas isso nem sempre pode ser a melhor opção.

Ele também estava a espera que eu comprasse e não o fez. Olhou, pensou e resolveu sair as 10 e tal para encontrar uma garrafa de água. Demorou um bocado. Achei estranho porque a loja é bem perto de casa. Ok, deve ter encontrado alguém pelo caminho e parou pra conversar. Passados uns minutos chega com uma garrafa de vinho na mão. Eu digo: não era água? E ele: eu até tentei, entrei na loja dos indianos olhei e acabei esquecendo, resolvi trazer um vinho.

Pelo menos esquentou a noite.

Tensões de uma pós-graduanda

Quem faz pós-graduação sabe que este é um momento que se sente de tudo, já dizia a sabia Inês Teixeira, professora da Faculdade de Educação. Além de vários livros pra ler, há a coleta de dados, as disciplinas obrigatórias, os artigos para publicar etc, etc, etc. É um momento de crescimento profissional e pessoal, sem dúvida.

E por se tratar de um processo criativo vivemos vários dramas, temos que fazer escolhas, aprofundar conceitos, abdicar de várias coisas… Nesse momento, vivo o medo da página em branco. Além disso, diante de tantos conceitos, tantas ideias e argumentos me sinto um bocado perdida. Sinto-me no labirinto de Minotauro a espera de ser devorada por ele. Por acaso,  ainda não tenho o fio de Ariadne para me ajudar a sair desse drama todo.

Alição, angústia e um bocado de fragilidade saltam neste momento. O bom é pensar que o doutorado é um processo de aprendizagem, e, que, ao final, tudo vai dar certo. Espero.

Das experiências na cozinha (nem sempre satisfatórias)

Adoro cozinhar, talvez isto seja uma revelação por aqui. O que encanta é a mistura, a inventação de moda, é o aproveitar o que há na dispensa e na geladeira. Quase não sigo receitas, apesar, delas darem jeito, vez ou outra, principalmente para alguma ocasião especial. Na cozinha deixo a bruxa que existe em sair: coloco especiárias, ervas aromáticas, chilis… ou seja, a comida que eu faço normalmente é beeeem codimentada. Eu digo que é de mulher apaixonada. Como gosto de comida assim nem sempre acho esse “jeito” a venda por aí. Daí penso que minha personsalidade é transferida para a comida. Em um prato, múltiplas sensações, ouvi outro dia, bem típica de @fercout

A frequência de vezes que tenho feito algo na cozinha aumentou e, claro, tem experimentado mais. Aliás, adoro comer (rsrsrs) seja onde for, mas em casa há o gostinho de você fazer a sua prórpria comidinha… escolher os temperos, beber um vinho e conversar, dividir histórias.

Porém, minhas últimas experiências o resultado não foi satisfatório:

– pão integral: ficou salgado demais e com a casca dura (coitado do namorado que tem problema na articulação! vai ter que cortar pequenininho pra conseguir comer);

– sopa de cenoura com enchido de porco: era sopa de enchido?

– sopa de abobora com gengibre: era sopa de gengibre?

– o peito de peru com aceto balsâmico ficou com gosto de caramelo.

Ok, amanhã ele faz o jantar.

O bom mesmo que no final das contas a gente aprende, erra de novo com um outro ingrediente, e acerta depois nas novas invecionices. Pra cozinhar é preciso aprender e saber que haverá outras chances de acertar.

Sobre o novo ano e novos planos

Mais um novo ano começa e aquela fase de estabelecer metas retoma-se, algumas se mantem e outras se inserem na lista de intermináveis desejos.

O ano de 2014 foi formidável. Tive muitas realizações, aprendi um bocadinho de coisas de ainda não tinha entendia e tenho conseguido aos poucos me desvencilhar de coisas que antes me incomodavam. Apesar de tudo, foi um ano de sofrimento, porque aprender dói. Choros, desapegos, vontade jogar tudo pro alto. Algumas vezes tenho que colocar os pés no chão e olhar para o horizonte que me aguarda. Num dia de lamentações, por não ter o que imaginei ter aos 32 anos, ouvi algo que me fez parar para pensar: “você pode não ter algo de material, como sua própria casa ou a vida que desenhou pra esta altura, mas pense, o mundo está te esperando, você tem todo ele pela frente”. Foi um soco na cara. Algo para deixar de pensar que as conquistas (por muitas vezes) se resumem em aspectos materiais ou em fases da vida já cumpridos: já tem casa, tem emprego, já casou, já tem filhos, já… já???? Eu não tenho nada disso, por outro lado, tenho uma vontade de conquistar tantas outras…

2014 foi um ano de conquistas e de coragem.

2015 quero esta coragem ainda maior para conseguir me desprender mais e iniciar projetos que por anos ficaram escondidos. Os ares lusitanos tem me ajudado a me destanciar da vida que tinha, daquela rotina pontuada, da qual a qualquer desengano me fazia perder o lugar. Aqui tenho aprendido a romper a rotina e ser feliz, afinal nos desvios acabamos encontrando caminhos mais bonitos.

Feliz ano novo cheio de singelezas.