A necessidade de ser forte para se conhecer a si mesmo

A minha empreitada na Europa tem dois sentidos, o principal deles é o de fazer parte do doutorado (que incluso anda assim, assim…), e o outro que não tem como escapar é de fazer uma varredura interior… pensar e repensar, aprender, sentir e viver (esta está de vento em popa). Os meus planos, desde que saí do Brasil, era ficar a maior parte do tempo sozinha para dar conta de fazer isso. Acontece que, só depois de dois meses tive esta oportunidade. Claro que em Lisboa já fiz várias reflexões, importantes até, de como tenho levado a minha vida, de como tratei as minhas relações (em todos os níveis e sentidos). No entanto, foi só quando parti para a Espanha na última sexta-feira, tive condições de ficar totalmente sozinha… e quer saber, já me sinto sufocada por esta solidão toda. Já sinto vontade de conversar com meus amigos, meu namorado, minha família. E está… cada um cuidando da sua vida, seguindo o seu caminho, claro, não podia ser diferente. Entretanto, foi algo que eu quis. Não chamei ninguém… não queria ninguém por perto, como muitas vezes, já fiz… esta minha capacidade de romper tudo. Já dizia a Karina Buhr “não me ame tanto, não posso suportar um amor que mais do que, do que eu sinto por dentro… jogo tudo no lixo”. Pois… já cantei e delirei com esta música, hoje, tenho visto isto por outro lado, quero cuidar das relações, quero que as pessoas estejam próximas, quero cultivar, estar junto, e, se calhar, ter os meus momentos sozinhas, porque também são importantes.

A frase que inicia este post é do filme “Na natureza selvagem”, que já assisti há algum tempo, porém, não havia gostado. Achava banal… pensava e sentia como o personagem principal… uma vontade imensa de desbravar o mundo, jogar tudo para o alto, estar sozinha para me conhecer… tentar conhecer os meus limites. Agora estou aqui pensando que não tem a menor graça estar aqui sozinha, sem ninguém pra compartilhar. Tiro fotos, vejo coisas incríveis, sento para beber um café… sozinha, sozinha. Em Sevilha, conheci gente, saí pra conversar… e lá está, cada um foi para o seu canto e máximo que vai ser é mais um “amigo” no Facebook.

Em Granada, que é uma das cidades mais incríveis que já conheci, fiquei só… com pensamentos voando… tentando pensar no que vai ser daqui pra frente. Pensando que tenho gostado desta corda bamba que a vida proporciona… mas que ao mesmo tempo, para conseguir chegar ao outro lado, preciso estar concentrado e olhando para onde se quer se chegar.

A moral da história no entanto é a de que é impossível ser feliz sozinho. Última frase do filme. O personagem morre sentido isso, eu, ainda bem, descobri em tempo.

Enquanto isso, trilha sonora, só pra diminuir a arritmia:

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