A arte de perder (continuação)

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No post anterior mencionei a poesia de Bishop e o que esperava que esta viagem à Lisboa me proporcionaria. Após poucos dias na cidade (hoje completam-se 10) percebo que há algo fundamental na minha perda: tenho que aprender a perder a razão.
Quero nos próximos meses dar conta de perder o olhar sobre o meu próprio umbigo, sobre as minhas manias e regras. Muitas vezes, elas me parecem verdades fundamentais. Quando não são.
A cada dia que passa percebo que há pontos de vista, e, obviamente, cada um tem o seu. Há tempos diferentes, modos de temperar (neste aspecto moro com pessoas viciadas em sal e prefiro pouco ou quase nada), de ser, de estar no mundo.
Nos temperos da vida tenho requerido leveza, mais doçura e sensibilidade. Tenho também tido a vontade de deixar de lado “aquela velha opinião formada sobre tudo”.
Uma das grandes lições para isso, penso eu, será lidar com o imprevisto, com a incerteza, com o desconhecido.
Ainda em tempo, percebo que preciso arriscar mais nessa vida. Sair da zona de conforto, pensar que o que vem pela frente não está pronto e não será possível definir. Os planos são traçados, porém, claro, no meio do caminho há os seus percalços.
Os ares das terras lusitanas me fizeram entender as palavras de um de seus filhos mais famosos: “navegar é preciso viver não é preciso”.

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3 comentários

  1. Anônimo · setembro 17, 2014
  2. Pingback: Sobre os conflitos todos | Singelezas

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