Amante a domícilio e eu me deixar levar por Wood Allen

Eu de novo aqui a falar do Wood Allen, e, pra variar, não posso deixar de mencionar a minha relação de amor e ódio pelo diretor. Wood tem a uma vida privada polêmica, uma carreira sólida no cinema, de fases boas e más, como qualquer artista. Fiquei um tanto decepcionada com algumas de suas produções, tal qual Meia Noite em Paris e À Roma com Amor.

Voltei a fazer as pazes com ele em “Blue Jasmine” e me deixei seduzir pelo “Amante a domicílio”, a última produção do diretor judeu, nova-iorquino e músico, Wood Allen.  Ok a película não é está entre os melhores do diretor, mas, tem um toque de leveza e de ironia que me encantaram.

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Não vou nem comentar da horrível tradução do título – Amante à domicílio – que não nos diz muita coisa do filme. A história é sobre dois amigos – Murray (Wood Allen) e Frioravante (John Turturro) que em uma má fase econômica resolvem ganhar dinheiro vendendo encontros sexuais. A proposta é feita pela médica de Murray, que deseja fazer um “ménage a trois”. Sem pestanejar Murray, indica seu amigo Frioravante para um encontro por U$1.000,00, sabendo que o amigo estava com dívidas.

Friorivante não é um galã. Ele é um homem de meia idade, que trabalha em uma floricultura e é super sedutor (a cena para convencer Friorivante a “se vender” é hilária).  Sabe homem de alma feminina? Muito sensível no trato com as mulheres, prepara jantares e leva flores? Ele então faz alguns encontros e tem sucesso na empreitada, apesar de viver um conflito por estar fazendo isso. No entanto, ao ser apresentado para Agvil, muita coisa vai mudar. A relação deles é de uma delicadeza! Ela é uma judia ortodoxa e viúva, o que a deixa quase intocável.

 

wood

Adorei o modo irônico que o diretor trata a questão judaica, o julgamento dele mesmo, e da mulher que foi tocada por outro homem. Ela chorou depois de ser tocada, não por remorso, mas, por solidão. Wood foi “salvo” mesmo descumprir as regras religiosas.

Gostei da fotografia e claro, da música, sempre em ritmo de jazz.

Nesse filme, Wood deixa de ser o sedutor de menininhas e passa a ser cafetão. Boa ironia, hein?!

 

Tá Wood, você me convenceu. Digamos que também fui seduzida por Fioravante.

 

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