Esperando o Robocop chegar

robocop

Na última quinta-feira fui ao cinema assistir ao filme Robocop. Eu, como estudante da convergência, fiquei com a cabeça a mil, pensando na construção daquele ciborgue e na relação homem máquina (óbvio), e pensei em outros pontos que o película ressalta também. Vou contar um pouco das minhas reflexões.

Não me lembro da primeira versão, espero vê-la em breve, e imagino que não há tantas diferenças para a versão de 2014. Fato é que, Robocop é um experiência de uma empresa de marketing e uma de segurança para tentar diminuir os índices de violência em Detroit (EUA). A experiência com robôs já era utilizada em países do Oriente Médio na tentativa de pacificar Irã, Afeganistão e outros, de acordo com os argumentos do filme. Porém, o uso de máquinas para combater a violência em território americano, vira pauta de discussão. A população não aceita algo sem sentimento, como os robôs, para combater o crime. Em busca de uma solução, um marketeiro pensa: porque não fazer um homem-robô para este serviço? Para tanto se une a um médico, especialista em recuperação de amputados, para concretização de sua ideia.

Robocop então é desenvolvido para se tornar um herói contra o crime. Ele não é só homem, tão pouco, é só máquina. O corpo é uma prótese e a mente está no comando. Assim, por mais que os especialistas tentem o programar, ele é capaz de reprogramar. Não é a máquina que está no controle, mas o homem. Isso é fato.

Pode parecer ridículo tudo o que vou dizer a partir de agora, mas foram as minhas impressões: Estou esperando o Robocop chegar. Sério! Assim, como em Detroit de 2019, o Brasil tem sobrevivido a um alto índice de violência. Atos cada vez mais bárbaros se tornam estampas do jornal. A mídia reforça a cada dia os crimes e a violência. Nos deixa com a sensação de reféns o tempo todo. Quem vive em um grande centro, não sai de casa sem estar preocupado, sem desconfiar de quem está parado em um esquina (será a espreita de mais um crime?). Assim, imagino que não vai demorar muito para uma criação como o Robocop se tornar real ou algo que possa “salvar” a humanidade. Não sei até que ponto estamos sendo manipulados, ficando reféns da informação, e até que ponto essa onda de violência toda é resultado da desigualdade social no nosso país. A mídia tem utilizado de imagens violentas para nos deixar amedrontados. Por isso, já imaginou se um Robocop andasse pelas ruas da cidade?

Não poderia ter tido diretor melhor para recriar o Robocop. Zé Padilha já tinha evidenciado em Tropa de Elite, o Capitão Nascimento, o herói contra a corrupção da polícia. O Capitão não precisava de roupa de titânio para combater a violência, ele usava de sua moral.

Pode parecer uma “viagem”tudo isso que eu disse. Você pode e deve pensar diferente de mim. A questão é que tenho pensando muito na violência que vivemos, no modo como a impressa conduz a nosso olhar para a realidade e na relação do homem com as tecnologias.  Robocop foi só um motivo para eu falar de tudo isso.

 

 

——

 

E olha que não vai demorar. Notícia do Jornal de Notícias de Portugal: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3711044

Publicado em 27/02.

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3 comentários

  1. Astor Farias Barbosa · fevereiro 28, 2014

    Gostei do seu artigo e achei a reflexão muito pertinente, pois até que ponto estamos sendo manipulados, e quem está se favorecendo com toda esta convulsão social?
    Tenho falado a muito tempo sobre isso, mas as pessoas estão tão ligadas a mídia que não pensam sobre o assunto, querem uma resposta pré fabricada.

    • fercout · fevereiro 28, 2014

      Ei, Astor, tenho pensado muito nisso, viu? E não é só sobre a violência não. O modo como a mídia nos passa as informações são filtradas para termos determinados tipos de comportamento e aí se você sai deste padrão. Mas no caso da violência tá uma coisa absurda. Não sei se você viu o link do jornal português que postei… vamos ver quando de fato isso vai ser aplicado.
      Vamos conversando. Um abraço,
      Fernanda

  2. Pingback: Singelezas | Clube de Compras Dallas e a indústria farmacêutica

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