Tatuagens

A tatuagem tem um significado milenar e multicultural. Em algumas épocas as pessoas já foram discriminadas por terem o corpo pintado, mas hoje em dia, tá tudo mais liberado e quase todo mundo tem. Não que eu tenha feito por causa disso, quem me conhece sabe que definitivamente não é esse o motivo.

A primeira tatuagem  foi logo que completei 18 anos e queria fazer uma, porque eu me dizia rebelde… e na minha visão todo rebelde deveria ter uma uma (dãaaa rsrsrs). Daí, fiz um sol em tribal no finzinho da coluna, o desenho lá, apesar de estar precisando de um retoque. Esta foi a primeira das 7. Sim atualmente tenho sete desenhos pelo corpo. A última foi a câmera fotográfica, será por quê?

Todo mundo me pergunta por que fiz este ou aquele desenho. Minha percepção sobre eles mudam, mas sempre tenho alguma explicação rsrs Daí vou contar um pouco aqui, na ordem que elas foram feitas.

Sol – Na época eu estava numa “vibe” muito hippie (será que saí dela?). Nesse momento, a energia pra mim era muito importante e o sol tem uma força e energia incríveis. Não pensei muito. Apenas que queria um desenho no corpo. Hoje, porém, o sol é uma das minhas forças. Se fico sem sol, fico amuada…

asol

Ohm – Ainda na fase hippie, minhas amigas e eu fazíamos saudações ao sol, meditação, não comíamos carne, líamos Profecia Celestina e outros do gênero e, ainda acreditávamos na energia do universo e todas essas coisas. Isso foi quando ainda estudava no CEFET (dá-lhe tempo)! Um dia matamos aula para fazer uma energização, pois Netuno entrava em Aquário e isso para nós era algo especial. O símbolo então  fazia  sentido. Não que hoje não faça, mas é que mudei alguns pontos de vista. Porém, não é legal ter uma história para contar?

asasDetalhe: o Ohm está bem na nuca.

Disco voador – Precisa explicar mais alguma coisa? Bem, na verdade o disco tem um pouco do meu avô que já se foi. Ele acreditava mesmo em vida fora da terra e fazia pesquisas sobre o tema e tal e me explicava muitas coisas. Eu também nessa época, me sentia muito fora de órbita… que não me localizava nos grupos, porque me sentia diferente. Hoje já superei isso, tá?

Pimenta – eu me achava bem “apimentada”, mas não sentido sexual, no sentido de não ter papas na língua e de ser ousada também, pelo menos eu achava.

apimenta

Asas – Pronto cheguei nos 30 e o que eu fiz? Várias crises boas, não foi baixo astral, mas resolvi que precisava de asas. Estou necessitando voar. Mas como diz Guimarães Rosa, “passarinho na beira do ninho tá pronto pra voar”. Ou quem sabe a canção de Karina Buhr… “e aí criou asas… e aí elas querem voar” (Elas estão ali em cima)

Barquinho de papel – fiz claro porque é um barco que tem a ver com esse projeto da asa também, mas principalmente porque o barquinho é um origami, simples, mas um origami. No ano passado aprendi sobre a Dobra e a Desdobra, conceitos utilizados por Deleuze. Pensava nisso… na possibilidade que temos de nos refazer, de pensar, de parar e começar de novo, de outro jeito, de outro lado.

abarquinho

Câmera fotográfica – paixão registrada na veia. Sim eu não tenho tempo para fotografia, eu faço foto o tempo todo. Meu lema é “primeira a foto, depois a vida” e por isso quase já fui atropelada várias vezes. A fotografia está em mim, em muito do eu penso e vejo. Eu registro o meu mundo.

acamera

Para mim fazer uma tatuagem tem o sentido de contar sobre quem eu sou, sobre o que eu sinto ou o que quero guardar.

A intenção deste post não é dar dicas de desenhos ou coisas do tipo. Afinal, cada um faz o que pensa que mais combina com a sua personalidade e a sua história. No entanto, algumas dicas são fundamentais:

– Procure um profissional qualificado;

– Observe se o material é descartável;

– Pense bem no desenho e na parte do corpo que deseja fazer;

– Cuida bem da cicatrização, isso é fundamental!

Sim, dói. Mas depois você nem lembra… rsrs

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2 comentários em “Tatuagens

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  1. Olá!

    Muito lindas as suas tatuagens. Acho que a minha preferida é o barquinho.

    Um dia eu pensei em fazer uma tatuagem, mas depois disse pra mim “se fizer uma, tem que ser de algo muito importante pra mim”. E as coisas muito importantes pra mim ficam gravadas na memória pro resto da vida. “Se já está gravado na memória, não preciso de tatu” pensei, e daí fiquei em dúvida de novo, hahahah

    Acho interessante quando as pessoas contam histórias de suas tatuagens. É como um álbum de fotografia no corpo.

    Beijos,

    mari

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