Carnaval

Taí! Dentre os festivos anuais o que não suporto é o carnaval. Ok. ok. Já curti, já dancei, já bebi todas, mas hoje não consigo nem passar perto.

Não gosto por alguns motivos, um deles é que as pessoas acham que o mundo vai acabar no carnaval – bebem todas, comportam-se como não comportaram o ano inteiro -, o outro, e que por conta de pensar que o mundo vai acabar durante a festa, os homens ficam muito “soltinhos” e se acham no direito de chegar perto, passar a mão, beijar e outras coisas. Não há sequer respeito se você está acompanhada. Além disso, ao ficar em lugares cheios de gente me dá fobia, mesmo na rua.

Daí que as meninas do Blog da Olga fizeram um post sobre o tema do assédio contra as mulheres e vou compartilhar aqui.

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Seria bom que os homens e mulheres pensassem mais nisso: o carnaval não pode tudo.

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Houve um tempo que em BH era o melhor lugar para se passar o carnaval, pois a cidade ficava vazia. Este ano promete ser diferente, devido a ressuscitação da data, prometida pelos vários blocos espalhados pela cidade.

Eu tenho motivos a mais para não cair nas graças de Momo: uma pilha de livros para ler e milhões de ideias para organizar.

Então nada como um feriado prolongado para adiantar os estudos.

Seminário de EaD e as belezas de Minas

No último fim de semana estive na cidade de São João del Rey participando do III Seminário de Educação a Distância, promovido pelo NeaD da UFSJ. Foi ótimo começar o ano aprofundando a discussão sobre a EaD. Lá pude perceber que a minha proposta de pesquisa tem sentido e tem sido vista como uma tendência para a educação. Isso é bom, porque em alguns momentos da produção nos sentimos um tanto quanto desconfiados sobre a importância da investigação (os pós graduando me entenderão).

No ano passado participei de poucos seminários, congressos e afins e isso me prejudicou um pouco. Este ano quero fazer diferente. Participar de eventos é importante para network, para revisar nossas ideias e conceitos e ver o que as pessoas estão pensando sobre o tema.

Outra coisa boa foi poder conhecer a cidade de São João Del Rey. Meu deus, como não tinha ido lá antes? Fiquei bastante encantada pela cidade. Assim como outras cidades coloniais, São João tem um centro histórico com casarões e igrejas do século XVIII bem conservados. Por ser formada em História tenho uma queda por estas cidades, fico boquiaberta com a arquitetura, com os projetos barrocos e com a vida levada nesses lugares. Claro que agora cogito fortemente fazer um concurso por lá rsrsrs.

Fiquei hospedada na Pousada Segredo pertinho do centro histórico e do Campus Santo Antônio da UFSJ. A equipe da pousada foi muito acolhedora. Não posso deixar de mencionar que a pousada tem um ótimo custa benefício, segura, limpa e com um café da manhã honesto. O meu quarto tinha uma vista privilegiada da cidade. Recomendo demais.

Claro, como não poderia deixar de ser, fiz várias fotos que compartilho aqui com vocês:

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Igreja São Francisco (ao lado do Campus da UFSJ)2

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A vista do meu quarto (6 a.m)9

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Lindo demais, não? Agora minha dúvida é qual das cidades mineiras eu gosto mais: Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João ou Diamantina. Alguém tem alguma sugestão?

Esperando o Robocop chegar

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Na última quinta-feira fui ao cinema assistir ao filme Robocop. Eu, como estudante da convergência, fiquei com a cabeça a mil, pensando na construção daquele ciborgue e na relação homem máquina (óbvio), e pensei em outros pontos que o película ressalta também. Vou contar um pouco das minhas reflexões.

Não me lembro da primeira versão, espero vê-la em breve, e imagino que não há tantas diferenças para a versão de 2014. Fato é que, Robocop é um experiência de uma empresa de marketing e uma de segurança para tentar diminuir os índices de violência em Detroit (EUA). A experiência com robôs já era utilizada em países do Oriente Médio na tentativa de pacificar Irã, Afeganistão e outros, de acordo com os argumentos do filme. Porém, o uso de máquinas para combater a violência em território americano, vira pauta de discussão. A população não aceita algo sem sentimento, como os robôs, para combater o crime. Em busca de uma solução, um marketeiro pensa: porque não fazer um homem-robô para este serviço? Para tanto se une a um médico, especialista em recuperação de amputados, para concretização de sua ideia.

Robocop então é desenvolvido para se tornar um herói contra o crime. Ele não é só homem, tão pouco, é só máquina. O corpo é uma prótese e a mente está no comando. Assim, por mais que os especialistas tentem o programar, ele é capaz de reprogramar. Não é a máquina que está no controle, mas o homem. Isso é fato.

Pode parecer ridículo tudo o que vou dizer a partir de agora, mas foram as minhas impressões: Estou esperando o Robocop chegar. Sério! Assim, como em Detroit de 2019, o Brasil tem sobrevivido a um alto índice de violência. Atos cada vez mais bárbaros se tornam estampas do jornal. A mídia reforça a cada dia os crimes e a violência. Nos deixa com a sensação de reféns o tempo todo. Quem vive em um grande centro, não sai de casa sem estar preocupado, sem desconfiar de quem está parado em um esquina (será a espreita de mais um crime?). Assim, imagino que não vai demorar muito para uma criação como o Robocop se tornar real ou algo que possa “salvar” a humanidade. Não sei até que ponto estamos sendo manipulados, ficando reféns da informação, e até que ponto essa onda de violência toda é resultado da desigualdade social no nosso país. A mídia tem utilizado de imagens violentas para nos deixar amedrontados. Por isso, já imaginou se um Robocop andasse pelas ruas da cidade?

Não poderia ter tido diretor melhor para recriar o Robocop. Zé Padilha já tinha evidenciado em Tropa de Elite, o Capitão Nascimento, o herói contra a corrupção da polícia. O Capitão não precisava de roupa de titânio para combater a violência, ele usava de sua moral.

Pode parecer uma “viagem”tudo isso que eu disse. Você pode e deve pensar diferente de mim. A questão é que tenho pensando muito na violência que vivemos, no modo como a impressa conduz a nosso olhar para a realidade e na relação do homem com as tecnologias.  Robocop foi só um motivo para eu falar de tudo isso.

 

 

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E olha que não vai demorar. Notícia do Jornal de Notícias de Portugal: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=3711044

Publicado em 27/02.

A dor de uma mãe

Este fim de semana assisti a Philomena que conta a história da dor de uma mãe buscando seu filho.

O título se refere ao nome da personagem principal. Philomena engravidou durante a adolescência, na Irlanda dos anos 1950, e  foi levada para um convento, onde as irmãs de caridade vendiam as crianças para casais norte americanos. Depois de 50 anos ela resolve saber se o filho está bem. Para tanto, encontra um jornalista oportunista para ajudá-la. Ele, depois de demitido, desejava escrever um livro sobre história russa, mas é aconselhado a escrever história de interesses humanos, que coincidiam com a história de Philomena. Os dois se juntam para encontrar o filho dela. Antony foi levado com pouco mais de 3 anos, mas nunca saiu de seus pensamentos. Ao chegar aos EUA, descobrem que ele trabalhou no governo Regan, era homossexual e…. não vou contar mais. A busca continua e ela quer saber se ele o procurava, se ele lembrava dela.

Philomena Lee sofreu muito, engravidou de um rapaz bonito, foi levada para um convento de freiras rígidas e passou quase a vida toda sem contar para ninguém sobre a história de seu filho. É interessante notar a crueldade de algumas pessoas, principalmente das religiosas e de como algumas delas passam a definir o destino das outras, determinar o que deve ser o certo e o errado, delimitar os lugares onde se pode chegar.

O filme foi realizado baseado no livro intitulado The Lost Child of Philomena Lee e concorre a 4 categorias do Oscar: melhor filme, atriz, roteiro adaptado e trilha sonora.

Philomena é um filme de interesse humano, que nos deixa aflito, triste e com a sensação de que a ida ao cinema valeu a pena. Não imagino que ganhe a estatueta de melhor filme, pois normalmente a academia escolhe filmes de grande impacto. Mas isso não desmerece a história de Lee e a busca por seu filho.

Assista ao trailer:

Tem entrevista dela aqui.

Tatuagens

A tatuagem tem um significado milenar e multicultural. Em algumas épocas as pessoas já foram discriminadas por terem o corpo pintado, mas hoje em dia, tá tudo mais liberado e quase todo mundo tem. Não que eu tenha feito por causa disso, quem me conhece sabe que definitivamente não é esse o motivo.

A primeira tatuagem  foi logo que completei 18 anos e queria fazer uma, porque eu me dizia rebelde… e na minha visão todo rebelde deveria ter uma uma (dãaaa rsrsrs). Daí, fiz um sol em tribal no finzinho da coluna, o desenho lá, apesar de estar precisando de um retoque. Esta foi a primeira das 7. Sim atualmente tenho sete desenhos pelo corpo. A última foi a câmera fotográfica, será por quê?

Todo mundo me pergunta por que fiz este ou aquele desenho. Minha percepção sobre eles mudam, mas sempre tenho alguma explicação rsrs Daí vou contar um pouco aqui, na ordem que elas foram feitas.

Sol – Na época eu estava numa “vibe” muito hippie (será que saí dela?). Nesse momento, a energia pra mim era muito importante e o sol tem uma força e energia incríveis. Não pensei muito. Apenas que queria um desenho no corpo. Hoje, porém, o sol é uma das minhas forças. Se fico sem sol, fico amuada…

asol

Ohm – Ainda na fase hippie, minhas amigas e eu fazíamos saudações ao sol, meditação, não comíamos carne, líamos Profecia Celestina e outros do gênero e, ainda acreditávamos na energia do universo e todas essas coisas. Isso foi quando ainda estudava no CEFET (dá-lhe tempo)! Um dia matamos aula para fazer uma energização, pois Netuno entrava em Aquário e isso para nós era algo especial. O símbolo então  fazia  sentido. Não que hoje não faça, mas é que mudei alguns pontos de vista. Porém, não é legal ter uma história para contar?

asasDetalhe: o Ohm está bem na nuca.

Disco voador – Precisa explicar mais alguma coisa? Bem, na verdade o disco tem um pouco do meu avô que já se foi. Ele acreditava mesmo em vida fora da terra e fazia pesquisas sobre o tema e tal e me explicava muitas coisas. Eu também nessa época, me sentia muito fora de órbita… que não me localizava nos grupos, porque me sentia diferente. Hoje já superei isso, tá?

Pimenta – eu me achava bem “apimentada”, mas não sentido sexual, no sentido de não ter papas na língua e de ser ousada também, pelo menos eu achava.

apimenta

Asas – Pronto cheguei nos 30 e o que eu fiz? Várias crises boas, não foi baixo astral, mas resolvi que precisava de asas. Estou necessitando voar. Mas como diz Guimarães Rosa, “passarinho na beira do ninho tá pronto pra voar”. Ou quem sabe a canção de Karina Buhr… “e aí criou asas… e aí elas querem voar” (Elas estão ali em cima)

Barquinho de papel – fiz claro porque é um barco que tem a ver com esse projeto da asa também, mas principalmente porque o barquinho é um origami, simples, mas um origami. No ano passado aprendi sobre a Dobra e a Desdobra, conceitos utilizados por Deleuze. Pensava nisso… na possibilidade que temos de nos refazer, de pensar, de parar e começar de novo, de outro jeito, de outro lado.

abarquinho

Câmera fotográfica – paixão registrada na veia. Sim eu não tenho tempo para fotografia, eu faço foto o tempo todo. Meu lema é “primeira a foto, depois a vida” e por isso quase já fui atropelada várias vezes. A fotografia está em mim, em muito do eu penso e vejo. Eu registro o meu mundo.

acamera

Para mim fazer uma tatuagem tem o sentido de contar sobre quem eu sou, sobre o que eu sinto ou o que quero guardar.

A intenção deste post não é dar dicas de desenhos ou coisas do tipo. Afinal, cada um faz o que pensa que mais combina com a sua personalidade e a sua história. No entanto, algumas dicas são fundamentais:

– Procure um profissional qualificado;

– Observe se o material é descartável;

– Pense bem no desenho e na parte do corpo que deseja fazer;

– Cuida bem da cicatrização, isso é fundamental!

Sim, dói. Mas depois você nem lembra… rsrs

recuperação

Singeleza é você sentir a sua recuperação.

Já contei que estou na vibe de vida saudável, para tentar manter meu corpo e minha mente sã. Acontece que no final do ano passado exagerei na dose e sofri uma lesão no púbis 😦

Fui a dois médicos, cada um me disse uma coisa: um disse que era osteíte (osso com microfraturas causadas por stress) e outro me disse que estava com tendinite (inflamação no tendão). Confiei no diagnostico do segundo e segui suas orientações: anti-inflamatório e fisioterapia. Hoje completo a 10ª sessão com a expectativa de melhoras. Também, depois de quase 3 meses sentindo muita dor passei o primeiro fim de semana sem queixas. Ainda faltam mais dez sessões da bendita (ou seria maldita) fisioterapia. O que interessa mesmo é que já estou me sentindo melhor.

Esse processo todo me ensinou algumas coisas: a que é necessário ter equilíbrio e de que é necessário dar tempo às coisas, ao corpo principalmente. Desde então mudei minha rotina de treinos e de expectativa sobre os efeitos do esporte no meu corpo.

Mostra Passou Batido/Inéditos

Ótima notícia para quem é de BH e adora cinema: na semana que vem começa a Mostra de Inéditos/Passou Batido. Essa mostra acontece há vários anos na sala Humberto Mauro e eu sempre fico aguardando a programação, pois sei que só tem coisa boa.

Muitos filmes que nem deram as caras em BH ou que ficaram pouco tempo em cartaz. A programação você pode acessar aqui.

Já separei alguns filmes para ver. A questão é se vou ter tempo…. Os que não quero perder são:

O estranho no Lago

O abismo prateado

Caverna dos sonhos esquecidos

Tatuagem

A bela que dorme

Frances Ha

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Se alguém tiver alguma sugestão eu aceito! 🙂

A Mostra acontece entre os dias 10 de fevereiro e 13 de março.

 

Tristes notícias para o cinema

Hoje ao abrir o computador li uma triste notícia: o ator Philip Seymour Hoffman foi encontrado morto. Choque! Como fiquei fora das notícias esse fim de semana, só vi a notícia agora pela manhã e fiquei alguns minutos sem reação.

Eu considerava Philip Hoffman um dos melhores atores americanos de sua geração. Desde “Felicidade” ao “Mestre” suas atuações foram impecáveis e sempre convincentes. Se Philip estava em uma produção, tinha certeza de que o filme era bom, ou de que, pelo menos, veria uma boa atuação. Segundo as notícias sua morte foi causada por overdose de heroína. Triste, mas muitas vezes é assim que os grandes artistas dão conta de enfrentar a vida.

ÍndiceR.I.P Philip Hoffman

PRINCIPAIS FILMES

– “Perfume de Mulher” (1992)
– “Twister” (1996)
– “Boogie Nights: Prazer Sem Limites” (1997)
– “O Grande Lebowski” (1998)
– “Felicidade” (1998)
– “Patch Adams – O Amor é Contagioso” (1998)
– “Ninguém é Perfeito” (1999)
– “Magnólia” (1999)
– “O Talentoso Ripley” (1999)
– “Quase Famosos” (2000)
– “Embriagado de Amor” (2002)
– “Dragão Vermelho” (2002)
– “A Última Noite” (2002)
– “Cold Mountain” (2003)
– “Capote” (2005)
– “Missão Impossível 3″(2006)
– “A Família Savage” (2007)
– “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto” (2007)
– “Jogos do Poder” (2007)
– “Dúvida” (2008)
– “Mary e Max: Uma Amizade Diferente” (2009)
– “Tudo pelo Poder” (2011)
– “O Homem Que Mudou o Jogo” (2011)
– “O Mestre” (2012)

 

Outro perda para o cinema neste fim de semana foi a do premiadíssimo Eduardo Coutinho, um documentarista brasileiro, que tinha em sua cinematografia os filmes: Cabra marcado para morrer, Edifício Master, Peões e As canções e outros.

Assim como Hoffman, a morte de Coutinho foi trágica. O seu filho de 42 anos é o principal suspeito pelo assassinato.

Eduardo_Coutinho

 

Um triste fim de semana para o cinema.

Em contato com a natureza

Este fim de semana arrumamos as malas, pegamos as bicicletas e tomamos a direção da Lapinha da Serra, uma cidadezinha no pé na serra do Espinhaço, a 150 km de Belo Horizonte. Sempre tinha escutado falar, mas nunca tinha ido, e me apaixonei.

O acesso é bem simples: logo depois de atravessar a ponte do Cipó (uns 90 km até lá), vira-se a esquerda em direção a Santana do Riacho (mais 27 km) e depois são 10 km de estrada de terra até o pequeno paraíso da Lapinha. O vilarejo é bem pequeno, há pouca opções de restaurantes e de pousadas, por isso, é importante reservar com antecedência. Informações podem ser acessadas no Guia da Lapinha e no Portal da Lapinha.

O visual é deslumbrante e há várias opções de caminhadas ecológicas que são brindadas com um banho de cachoeira ao final. Estamos pensando em voltar em breve, pois o tempo foi curto para conhecer tudo…

Ficamos hospedados na Pousada Travessia que possui um vista privilegiada da serra. Além disso, comemos muito bem em um restaurante natureza Padma Chai, que fica na estrada para as cachoeiras. Foi um alívio encontrar o restaurante com comida vegetariana, pão integrais e sucos de fruta colhida no quintal.

Resolvemos ir antes do início do semestre das aulas, quando tudo será uma correria e não teremos muito tempo para estas aventuras. Foi tudo muito mágico: vimos estrela cadente, o céu coberto de estrelas, um nativo tocando viola, fizemos novos amigos, encontramos antigos conhecidos, respiramos ar puro e tomamos um banho bem frio… tudo de bom para começar o ano de bem com a vida.

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