dois casos

Hoje vou contar dois casos que me afetaram (para afeto, leia Espinoza e Deleuze) essa semana. Não é nada de extraordinário, mas como este é um blog para tratar do singelo; tudo bem.

Caso 1:

O primeiro caso aconteceu na segunda-feira. Fui ao 5ª avenida, uma galeria comercial localizada na Savassi, aqui em BH. Estava procurando uma loja de bijuterias especiais colares, cintos, brincos, tiaras feitas de retalhos, lã, fios coloridos… bem do jeito que eu gosto.  A Bia, a dona, faz tudo com muito carinho e transmite isso pra suas peças. Queria comprar um presente para uma pessoa muito querida, que conheci este ano, e achava que um colar dessa loja poderia ser um ótimo presente. Bem, cheguei lá e… cadê a loja??? Fechada! Um momento de frustração. Tá, o que eu posso fazer? Vi uma loja com peças para danças, que existe na tal galeria há bastante tempo. Talvez o pessoal tenha alguma informação, né? Dito e feito. Perguntei: você sabe me informar para onde a loja que tinha aqui mudou? Um mulher muito bonita e atenciosa, a Teresa,  começou a  contar toda a história… o que ocorreu, porque ocorreu… me disse também que eu não era a única que ficava triste pela loja ter fechado. Em pouco tempo de conversa me contou várias coisas sobre a sua vida… amigas de infância em 10 minutos? rsrs Não aguentei… antes de ir embora, lhe dei um abraço, pensei ser necessário. Foi bom.

Caso 2:

Ontem dei carona para uma colega do doutorado, a Anna. Ela é ótima! Super pra cima, bem resolvida e muito simpática. Conversamos sobre vários assuntos, e, claro, também, sobre a maternidade, já que ela tem um bebezinho de 7 meses. Daí ela me perguntou: você ter vontade de ser mãe? E eu respondi: estou repensando isso. Há um tempo, dizia que não queria. Hoje tenho revisto  isso e pensando que o ser mãe é um sentimento único. Será que vou passar a vida sem saber o que é? Ainda mais eu que gosto de viver tão intensamente? E claro, adoro crianças. Querer ter um filho não é simples, eu sei. Por isso, quero resolver umas coisas da minha vida antes. Tenho medo de culpar a criança, caso ela chegue de modo inesperado. Também não teria problema em adotar uma criança, caso o tempo passe e eu não consiga engravidar. E ela me disse: super entendo… E continuou: a questão não é engravidar ou não, parir ou não… a maternidade não se constitui nesse momento, e depois.. amamentar às 3 da manhã, não dormir porque a criança está com febre, você tem que abrir mão de várias coisas porque você não está mais sozinho no mundo. Não é lindo? A maternidade se constitui no ser mãe, no cotidiano. Não antes. Adorei isso. Claro que, isso vai me ajudar a tomar uma decisão no futuro.

delicadeza na refeição

Adoro culinária! Esse é mais um item incluso em minha lista de diversão e estudos paralelos rsrs  que só tem aumentado nos últimos tempos.

Então ,sempre que posso, busco receitas e as (re)ivento na cozinha. Faz um tempo que presto atenção na minha alimentação (#vegetarianasimpatisante) e isso me faz querer preparar o que vou comer. Fazer a feira, temperar e preparar, esperar o cozimento, tomar um vinho enquanto isso…  Pra falar a verdade ando bem chata e tá difícil achar algum lugar que eu encontre o que gosto e o quero comer.

#vidafit #maromba #estilodevida

Em uma de minhas buscas, encontrei um site lindo! E começa pelo nome: Moldando Afeto. Vê se isso não é uma delicadeza? O Gui Poulain é um rapaz muito lindo. Além de cozinhar bem e compartilhar suas receitas, faz fotos lindas (sigo ele também no Instagram @gpoulain), escreve  cartas ótimas em uma sessão “Cartas amarelas” e nos conta quais as músicas tem escutado, por onde tem andando e quais os filmes viu nos últimos tempos (Dica boa do Blue Jasmine. Estreia Hoje!)

Acho tudo lindo!… as cores do site, as formas, a organização, mas principalmente suas receitas ilustradas. As receitas não são lights, mas como gosto de reiventar, não as sigo totalmente; faço algumas alterações. Não o conheço, não é meu amigo, mas me sinto muito bem quando entro no site do moço. É singelo e de uma delicadeza rara.

ImagemFonte: http://moldandoafeto.com/

Céu azul

Houve um tempo que enchi a boca para dizer que adorava os dias frios e cinzentos. Porém, depois que você começa a acordar às 5:30 da manhã para poder treinar algumas coisas mudam rsrs Desde que comecei a fazer isso, fico feliz da vida quando o dia acorda com o céu azul. Acho que ele tem tudo pra dar certo. Abro a janela vejo o céu azul e abro um sorriso. E hoje foi assim…. dia lindo de céu azul.

Uma amostrinha:

Imagem

Um bom dia bem singelo pra você.

um diálogo. na escada. parei e segui mais feliz.

ImagemJá falei que gosto de fotografias… Muito! Toda hora… me afeta, me move.

Hoje, descendo umas das escadas da Fae,  deparei com um moça linda que me pediu informação. E o diálogo foi assim:

– Onde fica o auditório?

– Ei, você não é a…. Daniela Palx@g#? (me atrapalhei um pouco)

– Sim, é Paoliello. Você é do Fórum Doc?

– Não.

– Te conheço de onde?

– (Não aguentei e tietei) Sigo seu Instagram @danielapaoliello e gosto muito das suas fotos. Também, nos encontramos em uma exposição lá no 104 há uns 3 anos atrás. Você expôs umas fotos do Nepal.

– Nossa é mesmo! Faz muito tempo!. Onde fica o auditório mesmo?

– Só subir mais um lance de escada e virar a esquerda.

Depois seguimos… uma parada para  dizer que eu gosto de um trabalho! Me faz bem falar o que gosto nas pessoas.

Claro, que não poderia faltar uma foto pra ilustrar a delicadeza dos registros do moça.

Fonte: @danielapaoliello

Singelezas

Mudei o nome do blog (5Vícios) e resolvi mudar de atitude em relação a ele. Faz mais de um ano que não posto nada. afff.

Gosto muito da blogsfera sigo vários blogs co frequencia (Chata de Galocha, helloLlolla, A life less ordinare, Gregororidades, CactusTree e outros – mas esses são “o do momento”)  e descubro novos a cada dia (Deleedela)!!!

Sempre me irrita a ideia de pensar que não me dedico muito a atividade de escrever. Registro minha vida e compartilho por imagens. Por isso, minhas redes de sociais que tiveram mais sucesso (pra mim mesma) e mais regularidade na dedicação foramInstagram e Flickr.  Me ocupam/ocuparam muito tempo. Às vezes, porém, desejo incrementar palavras. Dizer das singelezas que acontecem no cotidiano e, que, muitas vezes, nem relevamos. A ideia de mudar o nome do blog parte disso. Ficar leve. Falar de várias coisas que enchem a minha vida de singelezas. A vida, é pleonástico dizer, é cheia de desafios, de incertezas, de dores e de muitas tristezas. Chiclé dizer Carpe Diem? Não é disso que estou falando! Neste espaço quero publicar coisas leves, momentos simples e cheios de significado, expor sensações com coisas gostosas: café, vinho, receitas experimentadas, passeios gostosos…  Isso,  penso eu, amplia a minha ideia germinada no ano passado.

Conseguirei sobreviver?

Para começar, vou compartilhar um texto  lindo e singelo. É um Mimo. Mimo é uma coleção de livros da Editora Autêntica.

“Um mimo é um dom. Uma dádiva. Um agrado. Uma graça. Um mimo não é nada. Mas pode ser muito. Não tem cálculo.Nem intento. Não é pensado. E contudo: escolhido a dedo. Um mimo é generoso, gentil, delicado. Uma joia rara. (Mas não cara). Para alguém que faz anos. Ou sofreu desenganos. Mas também a pretexto de nada. Simplesmente porque você gostou. E lembrou de alguém que gostaria. Porque você botou o olho e pensou: é isso! Um mimo não é um objeto de desejo. Porque não é para si. É para outrem. E não é para ostentar É pra dar. Discretamente. Na cumplicidade de amizade. Ou na clandestinidade de um amor. Não é para grudar como um tesouro. Porque não é pra dentro, mas pra fora. E não é da ordem da usura, mas da generosidade. É gratuito. Não espera nada em troca. Mas sem que você o saiba, acaba depositado. No fundo perdido do dom universal. Até que um dia, do nada, quando menos esperava, você recebe um. E o circuito se completa, mas também recomeça. E a lei do mimo se cumpriu. Quem mima mimado será”.

Desejo assim, que esse blog seja um Mimo singelo.

Está decretado a partir de agora, que este blog declarará um tributo ao singelo.

Um abraço para quem chegar.