Encontro com a literatura africana

Já comentei aqui que aprecio a literatura. Sempre gostei de ler, mas nem sempre me dedico a este prazer como gostaria. Afinal há tantas outras coisas que gosto e tenho que dividir o tempo; além de trabalhar, escrever, paticipar de congressos, ter vida social etc.

Este ano devido às várias atividades que tenho desempenhado, me dediquei especialmente a leitura de obras de escritores africanos, ou que pelo menos tratassem da temas narrados no continente.  Tudo porque, na escola em que trabalho estamos planejando fazer um trabalho integrado com a literatura. Pois, de acordo com a lei 10.633/2003, o estudo da África este conteúdo deve ser incluído no currículo. Decidimos, então, tratá-lo por meio de textos literários. Eis que, me vi diante de um desafio. Em uma reunião, os professores começaram a citar escritores e mais escritores africanos e; eu, calada. Até então não conhecia nada.

Peguei algumas das indicações e me debrucei sobre algumas obras de Luandino, Camus, Pepetela e Mia Couto e me vi completamente apaixonada pela escrita, pela narrativa… do modo como as estórias/histórias são contadas. Estou apostado que, assim que a greve acabar, poderemos fazer um excelente trabalho com eles.

Outros escritores que fiquei conhecendo e que não estava na primeira, mas que acabei me deparando e ficando extasiada foram Valter Hugo Mãe e  Alberto Vazquez- Figueroa (este é espanhol e narra uma aventura inesquecível – “Tuareg”) – Detalhe: A obra de Vazquez-Figueroa me foi vendida pelo Sr. Van Dame (da famosa livraria Van Dame, localizada no centro de BH, como o melhor livro que ele havia lido).
 
Os outros autores, como disse, foram indicações de colegas e, até mesmo, da minha endocrinologista. Um dia desses, enquanto esperava para ser atendida para uma consulta lia “Todos os nomes” de Saramago. A doutora observou e perguntou: Está gostando desse Saramago? Disse que sim, que gostava das obras dele e desenvolvemos uma conversa sobre isso. Bem, ela me disse que estava lendo a “A máquina de fazer espanhóis” de Valter. Me  falou muito bem da obra e, além disso, havia recomendações de um dos meus escritores favoritos, o autor de Evangelho Segundo Jesus Cristo. Claro, que saí do consultório e fui buscar o livro. Porém, só agora ele ficou evidente na pilha dos livros a serem lidos.
 
Entre os autores citados, gostaria de comentar brevemente sobre as minhas impressões:
 
Um autor que estou um tanto quanto estarrecida é Camus. Sabe aquele coisa: nossa! como só conheci isso agora! Li “O estrangeiro” e não tiro o livro da cabeça. A história de um homem estrangeiro no mundo que vive, em que o tanta faz é expressão de ordem, me deixou complentamente apaixonada pelo autor. Tanto é que já estão na pilha dos livros para serem lidos: “o mito de sísifo” e “a peste”.
Mia Couto também é outro que me encantou com seu realismo fantástico em “Terra Sonambula”.
Pepetela, então! Nossa! Que forma de contar/inventar os fatos! A  “Gloriosa Família” e “O planalto e a estepe” são livros de tirar o folego, arrancar lágrimas e nos dar algum esperança.
 
Eu, por enquanto, fico por aqui para terminar a leitura da A máquina de fabricar espanhóis. E você, tem algo para indicar da literatura africana?
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