Talentos fotográficos

Poderia iniciar a categoria fotografia deste blog falando de grandes mestres da fotografia conhecidos nos 4 cantos do mundo, como Bresson, Salgado, Capa, Varda… a lista é longa. Decidi então apresentar o que considero talentos fotográficos. São pessoas que acompanho o trabalho no flickr e me surpreendo a cada postagem. O primeiro da lista conheço pessoalmente e tenho muito orgulho! O nome da figura é Elmo Alves. Residente em Belo Horizonte, Elmo utiliza de seus conhecimentos técnicos e sua inspiração para produzir fotos de muita personalidade. Por conhecer cada câmera como a palma da mão (pasmem ele possui uma grande coleção de câmeras analógicas), suas fotos expressam o mundo em preto e branco. O urbano, os amigos e a sua filha são temas recorrentes em seus negativos.



Além de produzir fotos super interessantes, o cara é simpatia pura e tem muita disposição para ensinar os iniciantes na fotografia.
Veja mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/elmoalves/

Scada

Para dar início a categoria café deste blog, tem o prazer de falar de um dos cafés mais deliciosos que já bebi. Olha que sou bem exigente e até concluí um curso de barista. Ou seja, quando vou beber uma xícara tento reparar em tudo o que poderia me dizer porque o café é bom. (que minha amiga Carol Marques me perdoe por qualquer gafe). Pois bem, o café a qual me refiro é o Scada. Em BH há apenas uma cafeteria (de mesmo nome) que vende o produto, localizado no Shopping Boulevard. Originado da fazenda Santa Inês, do município de Carmo de Minas-MG, localizado na região da Serra da Mantiqueira o café tem um sabor especial. De acordo a descrição apresentada o café é “formado por grãos Bourbon vermelho e amarelo. Ao degustá-lo, sente-se um sabor provocativo, com aroma de chocolate e baunilha, é encorpado e suave, com acidez média e um delicioso sabor residual de caramelo”. Se você degustar uma xícara do espresso certamente vai sentir as características mencionadas (não é mentira nem imaginação). Além disso, os pedidos sempre vem acompanhados de um copo de água com gás e uma trufa de menta deliciosa.

Eu sempre que posso vou ao Boulevard só para pedir uma xícara.

Wood Allen

Minha relação com esse diretor é de amor e de ódio. Gosto de alguns de seus filmes, não vou dizer de todos, pois isto faz parte do ódio. Mas como ia dizendo, gosto de alguns de seus filmes, dos diálogos irônicos, da trilha sonora regada à jazz. Espero as estreias, assisto a suas primeiras produções e tento compor o que a cada filme gosto e desgosto em suas obras. Esse fim de semana assiti a “Testa de ferro por acaso” (1976) e mais uma vez confirmei o que odeio em seus filmes. É simples: não suporto do Allen ator, o papel se repete de forma cansativa, como se você já soubesse o que acontecerá na próxima cena.
Prefiro os filmes em que alguém o representa (Tudo pode dar certo ou Meia noite em Paris) ou quando nenhum dos seus tiques chegam às telas (Match Point e Vicky Cristina Barcelona).
Sei que assim o número de fitas de diretor podem ficar reduzidas, mas como disse minha relação é de amor e ódio e assisto mais uma pelicula para saber com qual desses sentimentos vou bater o martelo. Ainda não decidi.

Cine Humberto Mauro

Para quem não conhece BH, o Cine Humberto Mauro é uma pequena sala de cinema localizado no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro). A programação dessa sala é constuída desde filmes dos grandes cineastas aos cineastas descobertos no último festival de curtas. Um dos últimos espaços sobreviventes na cidade que exibem filmes ditos “cabeças”.
Com poucos lugares e com programação incerta, o Cine Humberto Mauro voltou a ser (pra mim) um dos lugares mais interessantes da cidade.
Quando vamos pra lá é sempre de espírito aberto, pois, é sempre uma surpresa. Algumas vezes a programação divulgada foi alterada de última hora, o projetor não estava funcionando e, até, esperamos a filme chegar (pois o responsável estava preso no congestionamento).

Ontem, por sorte, deu tudo certo! E hoje tem nova dose: Mostra Preston Sturges | 20 a 29 de janeiro
Amanhã é o último dia.

Fiquei tão satisfeita com o meu reencontro com esse espaço, que vou querer ver também alguns filmes na programação de fevereiro programação de fevereiro!

Constantina

Este post se insere na categoria afins aos meus vícios e diz respeito a música. Pelo que estou entendendo sou uma pessoa mais visual do que sonora. Só agora me dei conta de como a maioria das coisas que eu faço ou gosto estão ligadas a imagem.
Mas ela pode ser agregada a outras manifestações, como uma boa música.
Um grupo em BH resolveu agregar as duas coisas e produziram mais um disco (totalmente autoral e conceitual) utilizando uma excelente sonoridade, ótimos músicos e um lindo trabalho de design.
Ontem tive a oportunidade de fotografar o show da banda no Verão Arte Contemporânea, no Teatro Dom Silveiro. Gostei tanto, que resolvi compartilhar por aqui pra todo mundo conhecer. Fui trabalhar e acabei conhecendo um som super bacana.

Quer ouvir também? http://www.constantina.art.br/

A trégua


Ultimamente tenho lido muitos livros de escritores latino americanos: Alende, Neruda, Galeano, Garcia Marques, sem contar os brasileiros …, mas um deles me marcou, foi Mário Benedetti. O último que li foi “A trégua”. A história é do personagem Martín Santomé, um homem de 50 anos, viúvo, pai de três filhos e prestes a se aposentar. No formato de um diário, Benedetti narra o cotidiano de um homem – criado por ele (ou será seu alter ego?) -, nos três meses que antencedem sua aposentadoria. A história mostra os conflitos de um homem de meia idade que sofre, que deseja, e, principalmente, que ama. Ama as mulheres. As descreve com uma delicadeza e com sentimento que pulsa as páginas. O livro é uma delícia. Li praticamente em “uma sentada”, pois queria saber o destino dos personagens. O trágico final nos deixa com uma questão, afinal qual será o meu (o seu) momento de trégua? Recomendadíssimo!!! Assim como a Borra de Café, também de Benedetti. Esse autor nos brinda com romances delicados que perpassam os diversos sentimentos e acontecimentos humanos, assim, sua obra é mais romanesca do que política, mas eu gosto mesmo assim.

2 Coelhos

Filme dirigido por Afonso Poyart, “2 Coelhos” é um filme diferente de outras produções brasileiras. Por causa disso, promete ser um dos melhores filmes do ano (vamos ver até o fim de 2012!). A história (ou o plano) é narrada por Edgar (Fernando Alves Pinto) e se passa em São Paulo – que nessa fita também é uma personagem -, envolve a temática da violência, corrupção e tecnologia. Apesar do tema não ser tão novo, a forma como ele foi apresentado, é de fato, muito inovador, mistura diferentes linguagens – cinema, video game e design – em um ritmo muito rápido, deixando o espectador em um estado de alerta constante. Entendo até que, o que caracteriza esse filme é a hipertextualidade; a integração de linguagens e a não linearidade em que os fatos ocorrem comprovam esse argumento. Saí da sala de cinema satisfeita e com a expectativa de que novas produções como essa sejam realizadas em terras brazucas.

O último dançarino de Mao

Na última sexta-feira assisti ao “O ultimo dançarino de Mao”, filme que conta a história de Li Cunxin, um bailarino chinês que saiu de sua pequena aldeia e “ganhou” o mundo, no contexto da “Guerra Fria”. Dirigido por Bruce Beresford (2009), o filme conta a história desse personagem com uma dose de humor e de emoção (às vezes até demais para o meu gosto). Baseado na vida e obra de Li Cunxin (há também a autobiografia chamada “Adeus, China:o último bailarino de Mao”, publicada pela editora Fundamento) o filme narra a trajetória profissional do bailarino, desde do momento de sua escolha para participar de um teste em Pequim ao seu retorno a China anos depois. O ponto alto do filme são as apresentações de Li – impecáveis!!! Além do ator que protagoniza a infância na China, suas expressões são uma delícia de ver.
Apesar de toda beleza e entusiasmo, achei algumas cenas um pouco clichês e apelativas emocionalmente (vi algumas pessoas lacrimejanto ao sair da sala). Penso ser algo recorrente em filmes que falam de superação e de esforço demasiado, por: horas de treinamento, avaliações constantes, confronto com a sua cultura de origem e outros…
Apesar disso “O último dançarino de Mao” é um bom filme – não posso negar – mas se torna mais cult por estar no Belas Artes do que por outro motivo.